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Economia dos EUA cresce 3,3% no segundo trimestre

O PIB (Produto Interno Bruto, soma de toda a riqueza produzida por um país) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,3% no segundo trimestre deste ano, mantendo o resultado preliminar divulgado no mês passado, informou nesta quinta-feira o Departamento do Comércio dos EUA.
O dado mostrou que a economia americana mantinha um ritmo respeitável antes do impacto dos dois furacões –o Katrina e o Rita– que atingiram o país com intervalo de menos de um mês, entre agosto e setembro.

Analistas dizem, no entanto, que nas próximas leituras preliminares do crescimento econômico do país, já haja reflexo dos efeitos dos dois furacões –por exemplo, os efeitos dos altos preços dos combustíveis, devido à alta do petróleo com o fechamento das instalações petrolíferas no golfo do México e no Estado do Texas.

A manutenção do resultado preliminar já era esperada pelos analistas. O resultado ficou abaixo do registrado no primeiro semestre deste ano, 3,8%.

Furacões

Alguns economistas, no entanto, esperam que os trabalhos de reconstrução das regiões atingidas pelo Katrina e pelo Rita devem ter impacto econômico positivo, devido à criação de empregos e aos investimentos em construção.

Mesmo assim, a expectativa agora é de que o crescimento econômico no segundo semestre deste ano fique por vlota de 3%, contra os 4% esperados antes da passagem dos furacões.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Alan Greenspan, disse nesta semana, que o banco irá monitorar de perto a economia para avaliar que efeito os furacões tiveram na economia. O PIB deve crescer cerca de 1 ponto percentual a menos do que poderia devido aos estragos causados pelo Katrina e pelo Rita.

Empregos

Em setembro, a expectativa dos economistas para o mercado de trabalho é de um aumento significativo do desemprego. No mês passado, foram criados 169 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego recuou para 4,9%, contra os 5% registrados em julho.

Os números referentes a esse mês devem ser divulgados na próxima semana. Os efeitos das contratações para reconstrução das áreas devastadas pelos furacões devem ser sentidos na economia como um todo apenas em 2006.

Inflação e consumo

O indicador de inflação atrelado à medição do PIB mostrou uma alta de 1,7% no segundo trimestre, ligeiramente acima do esperado, o que sinaliza uma continuidade da política de aumentos graduais (0,25 ponto percentual) na taxa de juros do Fed (hoje em 3,75% ao ano).

O consumo (que responde por cerca de dois terços de toda a atividade econômica dos EUA) no segundo trimestre cresceu à taxa de 3,4%, mais que os 3% estimados pelo governo no mês passado. No primeiro trimestre, o crescimento do consumo ficou em 3,5%.

O investimento em equipamentos e em software cresceu 10,9% no período, contra os 10,4% da estimativa do governo divulgada no mês passado. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 8,3%.

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