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Ecologia Pop

A ecologia popular, na prática, visa ampliar o acesso ao conhecimento ambiental e aos recursos naturais para as comunidades na luta contra a depredação mantida pelo mercado não sustentável e pelo Estado. Geralmente, a ecologia popular é conceituada também como ambientalismo, neste caso podendo abranger ações de cunho político.

A sustentabilidade ambiental tem como base o tripé da sustentabilidade: fator ambiental, político e socioeconômico. A sustentabilidade é um conjunto de planejamento e processos que buscam a renovação das condições ambientais em prol de um resultado satisfatório para o meio ambiente, para as áreas de negócio, social e político sem interferir nas condições da vida de gerações futuras.

O meio ambiente é um patrimônio que pertence a todos, sendo o ser humano responsável pela preservação da biosfera, ecossistemas e biomas que formam as estruturas para a sobrevivência de diferentes espécies naturais, incluindo bem-estar biológico comum. Cabe ao Estado e suas instituições públicas de pleno direito por parte da sociedade elaborar, implementar e fiscalizar ações favoráveis para a preservação do meio ambiente em defesa da fauna e da flora e dos recursos naturais utilizados na transformação de bens econômicos.

Por outro lado, torna-se necessária a popularização de temas ecológicos e culturais relacionados aos conceitos científicos, impactos ambientais cotidianos, conhecimentos sobre a fauna e flora e demais fatores que ajudem a compreender como as ações antrópicas interferem no equilíbrio da natureza. O esforço na popularização da ecologia no dia a dia do cidadão pode ser oriundo de projetos educacionais na elaboração de material didático direcionado para a escola, projetos de ação em campo para estudantes e visitantes de uma determinada reserva ambiental, na elaboração de conteúdo informacional e artístico (literário e visual) didático ou não didático que trate a ecologia e suas questões como temas centrais.

Na área cultural artística, seja por meio do teatro, da literatura, das artes visuais, do audiovisual e das demais formas de expressão artística realista ou imaginária, o processo de identificação com os temas ecológicos e culturais torna-se mais abrangente e menos repetitivo em virtude do envolvimento emocional que o indivíduo pode desenvolver com determinado conteúdo artístico. A compreensão de uma questão ecológica através de uma poesia, por exemplo, pode ser mais rápida para jovens e crianças que ainda não possuem pleno acesso à linguagem científica. Enquanto que uma informação de cunho ambiental é objetiva, a arte pode esclarecer as mesmas questões explorando o universo imaginário e emocional do cidadão.

A cultura popular está ligada com a manifestação do conhecimento, signos e demais processos de identificação criados pelo ser humano e sua transmissão através de comportamentos e atividades artísticas como a dança, música, literatura, folclore, pintura, etc. No contexto da indústria cultural que transforma determinado bem cultural e artístico em produto replicável para a obtenção de retorno social e econômico para o ser criador, a cultura popular também é referida como cultura de massa ou como “cultura pop”.

Porém, uma determinada obra pode ter uma linguagem de cultura de massa, mas ser underground, ou seja, direcionada para determinado segmento e conhecida por menor número de expectadores. Por exemplo, uma banda independente que toca músicas similares a dos Beatles pode não possuir o mesmo reconhecimento que os Beatles obtiveram na história da música pop.

Por outro lado, na área do mainstream (cultura de massa) as peças publicitárias visam posicionar os produtos culturais como pertencentes à “cultura pop” como forma de gerar um significado mais jovem e internacional em comparação ao uso do termo “cultura popular” mais empregado no meio acadêmico e institucional. Porém, ambos os termos são tratados como sinônimos pelos pesquisadores nas áreas culturais.

Na prática, na mente do consumidor de produtos culturais, o termo “cultura pop” designa produtos pertencentes à música pop e seus hits, aos ícones do universo dos quadrinhos, games, cinema, televisão e demais plataformas que ditam conteúdos e comportamentos. A ecologia, compreendida como uma ciência que estuda as relações dos seres vivos e o ambiente em que vivem, pode ser inserida no contexto da cultura popular ou na esfera informacional e mercadológica da cultura pop para popularizar seus temas e questões de modo rápido e efetivo no dia a dia do cidadão e do consumidor de bens culturais.

Nessa perspectiva, podemos designar a “Ecologia Pop” como uma possibilidade mais profunda para disseminar ideias, conceitos e debates a favor da ecologia tornando-a mais próxima do cotidiano das pessoas, seja se inspirando nos tópicos científicos, nas atualidades, nas observações e demais conclusões que unam aspectos ambientais e culturais na composição de determinado conteúdo artístico-cultural com temática ecológica.

Na presença ou na ausência de efetiva educação ambiental nas escolas, planejamento ambiental nas empresas e governos e do entendimento por parte da sociedade civil, a “ecologia pop” ajuda a elevar o conhecimento do cidadão em relação aos fatores ambientais que implica a vida da sociedade e das condições da natureza de forma segmentada ou transversal. Sendo a ecologia uma ciência pertencente não somente à biologia e ao meio escolar, mas pertencente a todos os ângulos da vida.

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Fernando Rebouças
Fernando Rebouças
Fluminense, da cidade de Niterói-RJ, desde a infância desenha e cria os personagens da turma do "Oi! O Tucano Ecologista", publicadas em diversos jornais e revistas renomados. Os personagens também viraram gibi e e-books.
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