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Dois curtas brasileiros estarão em mostra paralela de Cannes

Os brasileiros “Da Janela do Meu Quarto”, de Cao Guimarães, e “Vinil Verde”, de Kleber Mendonça, estarão entre os 14 curtas-metragens selecionados na mostra Quinzena dos Diretores, paralela ao Festival de Cinema de Cannes, que acontece entre 11 e 22 de maio na Riviera francesa.

O fotógrafo e videomaker Cao Guimarães se dedica há vários anos aos documentários e ao cinema experimental. Em março passado, “Da Janela do Meu Quarto” recebeu uma menção especial do júri de curtas-metragens Courtoujours do Festival de Toulouse.

“Vinil Verde” é o quarto curta de Mendonça, que também é crítico de cinema e documentarista.

O Festival de Cannes tem duas mostras paralelas: a Semana na Crítica (de 12 a 20 de maio), a mais antiga, e a Quinzena dos Diretores (de 12 a 22 de maio), criada em meio à efervescência política de 1968, ano em que o festival foi interrompido por um grupo de cineastas de vanguarda, entre eles os franceses François Truffaut e Jean-Luc Godard.

Nesse contexto, a associação de diretores franceses decidiu organizar uma mostra não-competitiva, alheia a qualquer consideração diplomática e que tem sido vitrine de todos os cinemas do mundo.

Um espírito reiterado pelo delegado-geral da Quinzena, Oliver Père, para quem a seção “atesta nossa visão da mostra”, baseada não no contexto comercial, “mas na consagração de filmes às vezes inesperados e vindos de horizontes diversos”.

“Sejam obras de grandes mestres ou de diretores estreantes, jovens autores ou cineastas consagrados, todos os filmes selecionados propõem um gesto cinematográfico importante por sua beleza, sua audácia, sua urgência e originalidade”, acrescentou.

Dos 21 longas selecionados, quatro são primeiros filmes. Sua procedência é variada: Europa, Ásia, Austrália e América (dois americanos e um argentino).

Integram a lista os portugueses “Alice”, de Marco Martins, e “Odete”, de João Pedro Rodrigues, o argentino “Géminis” (terceiro longa de Albertina Carri, depois de “Los Rubios”, de 2003, e “No Quiero Volver a Casa”, de 1999), os americanos “Keane”, de Lodge H. Kerrigan, e “Room”, de Kyle Henry, o lituano “Seven Invisible Men”, de Sharunas Bartas, o norueguês “Factotum”, de Bent Hamer, o georgiano “Tiflis Tiflis”, de Levan Zakareishvili, os coreanos “Crying Fist”, de Ryoo Seung-Wan, e “The President’s Last”, de Im Sang-soo, entre outros.

O japonês “The Buried Forest”, de Kohei Oguri, abrirá a mostra, e o iraniano “Jazireh Ahani”, de Mohammad Rasoulof, será exibido no encerramento.

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Gazeta Admininstrator
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