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Descoberta pode gerar novas drogas anti-HIV

Cientistas disseram ter descoberto uma pista essencial sobre como o HIV sofre mutação para escapar da ação do sistema imunológico, e afirmaram que a descoberta pode contribuir na busca por novas drogas e por uma vacina anti-Aids.

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostraram que o vírus, que já infectou 40 milhões de pessoas no mundo todo, altera sua forma e desencadeia mudanças que lhe permitem penetrar nas células.
Eles conseguiram obter uma imagem tridimensional da proteína chamada gp120, que faz parte da membrana externa ou “envelope” do HIV, antes de ela se transformar e se ligar aos chamados receptores de CD4 nas células que pretendem infectar.

“O conhecimento de como a gp120 muda de forma é um novo caminho para inibir o HIV – com o uso de compostos que inibam a alteração de forma”, disse Stephen Harrison, chefe da equipe de pesquisa.
Peter Kwong, dos Institutos Nacionais de Saúde em Maryland, descreveu a pesquisa como um feito brilhante em termos técnicos, já que os cientistas vinham buscando definir a estrutura da proteína gp120 antes da ligação aos receptores de CD4 havia mais de 20 anos.
“Em termos de projeto de vacina, a estrutura … revela o envelope em seu ponto potencialmente mais vulnerável”, disse ele num comentário.

As drogas anti-retrovirais prolongam a vida das vítimas de Aids, mas são caras demais e fogem ao alcance de milhões de doentes no mundo em desenvolvimento.
A descoberta de uma vacina é consi-derada o “santo Graal” da luta contra a epidemia de Aids, mas as tentativas de encontrá-la são prejudicadas pela capacidade do HIV de sofrer mutações.
“As conclusões também nos ajudam a entender por que é tão difícil fazer uma vacina para o HIV, e vai nos ajudar a começar a criar novas estratégias de abordagens ao desenvolvimento da vacina”, explicou Harrison num comunicado.

Os cientistas já tinham decifrado a estrutura da proteína depois que ela se liga à célula que quer atacar. As conclusões, publicadas na revista Nature, trazem informações sobre como a molécula se reorganiza antes de atacar.
“Poderemos comparar as formas ligadas e não-ligadas e tentar entender se há propriedade imunológicas diferentes, que possam oferecer um caminho para uma nova vacina ou novas estratégias de medicamentos”, afirmou Harrison. Os cientistas descobriram a forma da proteína lançando um feixe de raios X através da forma cristalizada da gp120, tirada de um vírus de macaco semelhante ao HIV.

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Gazeta Admininstrator
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