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Desastres naturais e acidentes fazem de agosto de 2005 um mês catastrófico

Fazendo jus à fama de mês do desgosto, agosto de 2005 termina nesta quarta-feira, marcado por uma conjunção de catástrofes e desastres: um superfuracão nos EUA, cinco grandes acidentes aéreos, incêdios florestais gigantescos em Portugal, enchentes históricas na Europa Central, seca e pragas de insetos na África e, no último dia, um tumulto inacreditavelmente mortal no Iraque.

Na tragédia final, mais de 800 pessoas morreram pisoteadas, asfixiadas e esmagadas quando um rumor de ataque suicida irrompeu no meio de uma multidão de peregrinos xiitas, em Bagdá. Autoridades acreditam que o número de vítimas pode chegar a mil. A maioria das vítimas é de mulheres, crianças e idosos. Isoladamente, foi o incidente mais letal desde a invasão liderada pelos EUA e um episódio chocante mesmo para um país tristemente habituado à violência.

Os Estados Unidos ainda contabilizam os estragos do furacão Katrina, que pode se converter na tempestade mais custosa da História americana. Após assolar o Sul da Flórida como um furacão de categoria um, o Katrina agigantou-se sobre o Golfo do México e se abateu sobre Mississipi, Louisiana, Alabama e Nordeste da Flórida. A estimativa é de que os mortos serão contados às centenas.

Enquanto os EUA ainda são incapazes de quantificar as vítimas do Katrina, a Europa Central se recupera das enchentes provocadas pelas chuvas torrenciais, as piores em seis anos. Somente na Romênia, 32 pessoas morreram e várias estão desaparecidas.

Países próximos – como a Áustria, Suíça, Eslovênia, Croácia e Alemanha – viram como o transbordamento de seus grandes rios e o debilitamento de diques e canais podem semear o terror que acompanha a morte e a destruição de casas e fontes de renda. Equipes de emergência conseguiram atuar com rapidez para evitar que a tragédia fosse ainda maior.

O contrário aconteceu em Portugal, onde as equipes que lutaram para conter os incêndios florestais e não conseguiram controlar vários focos. O resultado foi a destruição de 240 mil hectares, em torno de 2,6% do território português, numa temporada caracteriza por altas temperaturas e seca.

Cinco acidentes aéreos também contribuíram para a má fama de agosto. Este foi o mês mais letal em três anos para as viagens aéreas. Ocorridos no Canadá, na Grécia, na Venezuela, no Peru e na Itália, os desastres provocaram juntos a morte de mais de 300 pessoas. A nota felizmente dissonante foi o número alto de sobreviventes em alguns deles. No acidente ocorrido em Toronto, um avião de passageiros fez um pouso de emergência e saiu da pista do aeroporto. Antes que ele incendiasse, a tripulação conseguiu retirar todas as pessoas que estavam a bordo.

Com o vôo 204 da Tans Peru, contou mais a sorte que a competência. O avião caiu sob uma chuva de granizo torrencial, provocando a morte de 41 pessoas. Cerca de 37 conseguiram escapar. Entre elas, os dois brasileiros que estavam a bordo: Wagner Roberto Andolfato de Souza e Nivaldo Papetti.

No continente africano, a seca é recorrente, mas neste mês, segundo as Nações Unidas, Níger se viu ameaçado pela fome agravada por uma praga de gafanhotos, que afeta 3,5 milhões de pessoas.

Outra praga, neste caso sanitária, provocou alarme na África onde, segundo a Organização Mundial de Saúde, há um aumento assustador da incidência de tuberculose que obrigou à declaração de estado de emergência para evitar a disseminação da doença.

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