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Depressão na família

“Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornaram a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados e precisaram fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades”

Minha esposa culpa meus familiares pelos nossos problemas conjugais; porém não penso meus parentes terem influência no nosso relacionamento. Inclusive, toleraram uma situação incômoda por muitos anos em consideração ao fato de estarmos casados. Ela ignorou todas as oportunidades em que eles tentaram se aproximar dela.Os seguintes fatores são fundamentais na relação humana: Amor, respeito, lealdade, atenção e afeição.

Quando a pessoa se sente segura no sentido de ter suas opiniões escutadas e respeitadas como válidas, embora não necessariamente aceitas, ela tem melhor disposição para a vida. Por outro lado, em relacionamentos no quais um dos cônjuges sente desconforto, o risco de sintomas depressivos é maior.
Depressão pode ser uma consequência, o ponto de partida, ou simplesmente um fator a ser considerado na discórdia conjugal.

Geralmente se entra em relacionamentos com certos valores e hábitos adquiridos na educação recebida originalmente, crenças e expectativas muitas vezes não discutidas durante a fase do namoro. Tais fatores devem ser identificados e explorados visando atingir-se um relacionamento saudável, emocional e fisicamente. Amor somente não é suficiente para compensar o fator risco trazido por cada cônjuge para dentro da união conjugal.

  • Casais são propensos a crises conjugais quando suas expectativas e desejos não são verbalizados, identificados, ou atendidos pelo outro cônjuge.

As pessoas tem dificuldades para distinguirem o que desejam do relacionamento, o que seria realístico esperar, ou não, do outro cônjuge; casais são propensos a crises conjugais quando suas expectativas e desejos não são verbalizados, identificados, ou atendidos pelo outro cônjuge. O amor seria cego; porém, essa cegueira figurativa não deveria impedir a pessoa de pensar logicamente.
Desejos não abertamente discutidos podem não ser atendidos; e esperar que sua esposa mantenha bom relacionamento com sua família após o casamento, quando desde do início havia problemas, é receita certa para problemas futuros e margem para episódios depressivos.

Muitas vezes quando depressão ocorre no matrimônio, se persistente, um ou ambos cônjuges pensam em separação ou divórcio com melhor ou única opção. No entanto, o relacionamento pode melhorar com atenção necessária a pessoa afetada bem como ao relacionamento.
Vale a pena lembrar que “O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades”.

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Rosana Brasil
Rosana Brasil
Rosana Brasil é terapeuta de Matrimônio e Família, formada pela Universidade Católica St. Thomas, em Miami. Trabalha ajudando indivíduos e famílias a reconstruírem suas histórias de vida de maneira positiva e criativa.
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