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Defesa de Michael Jackson encerra sua parte no caso

A defesa do cantor Michael Jackson, julgado por abuso sexual de um menor, concluiu nesta quarta-feira sua apresentação do caso. “Meritíssimo, a defesa conclui sua apresentação”, disse o chefe da defesa, o advogado Thomas Mesereau, ao juiz Rodney Melville, na corte de Santa Maria (Califórnia), quase quatro meses depois do início do julgamento.

Sem colocar o astro pop no banco das testemunhas, uma possibilidade que havia sido anunciada por seu advogado, a defesa encerrou sua participação depois de um período surpreendentemente curto de três semanas, dedicadas exclusivamente a retratar a mãe do acusador como uma aproveitadora.

Os jurados devem partir para a deliberação no meio da próxima semana para decidir se Jackson deve ou não ser condenado por abusar sexualmente de um garoto que sofria de câncer em seu rancho Neverland.

Os advogados da defesa retrataram Jackson como vítima de falsas acusações que vieram à tona quando a mãe do menino percebeu que estava sendo excluída do luxuoso estilo de vida que o cantor lhe havia proporcionado. Um série de testemunhas disseram que a mãe era uma aproveitadora que fez carreira enganando celebridades por dinheiro e aplicando outros golpes.

A defesa demorou apenas três semanas para atacar o caso que os promotores prepararam em dez. Inicialmente, a previsão era de que o trabalho da defesa levaria oito semanas.

O comediante Chris Tucker foi a última testemunha da defesa. O artista disse na quarta-feira que achou Gavin Arvizo muito sofisticado e astuto para um menino de 12 anos, a idade que tinha quando o conheceu em um evento beneficente em 2001, época em que o menino tinha um câncer no estômago.

Tucker disse que suas suspeitas sobre a família surgiram quando os familiares do menino visitaram o local onde o comediante filmava em las Vegas e recusaram-se a ir embora. Acrescentou que ele pagou o hotel e seus gastos, mas que depois de várias semanas o menino e seus familiares continuavam ali.

“Eu estava ficando nervoso. Eu disse a mim mesmo que tinha que ser mais zeloso com o que fazia, porque algumas vezes, quando as pessoas vêem o que tenho tentam se aproveitar de mim”, declarou Tucker.

Jackson não precisou testemunhar, ao contrário do que a defesa havia previsto no início do julgamento, e apenas algumas celebridades que estavam na lista de testemunhas acabaram no tribunal, como Macaulay Culkin, Chris Tucker e Jay Leno. Elizabeth Taylor, Stevie Wonder e Kobe Bryant, que também testemunhariam, não chegaram a ser chamados.

Michael Jackson, de 46 anos, responde a dez acusações, entre elas a de abusar sexualmente de Gavin Arvizo, entre fevereiro e março de 2003, e de manter sua família à força em seu rancho Neverland. Se condenado, Jackson pode pegar até 20 anos de prisão.

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Gazeta Admininstrator
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