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Declaração de Trump aumenta tensão sobre o Paquistão

Primeiro Ministro do Paquistão, Shahid Khaqan Abbasi. Foto: Reuters/Caren Firouz

Procurando resposta para a crítica de Donald Trump, o governo do Paquistão convocou o embaixador dos Estados Unidos na última segunda-feira, 1º, e pediu esclarecimentos. A declaração do presidente sobre o governo paquistanês pelo twitter no primeiro dia do ano acaba por diminuir os laços entre os dois países.

Trump escreveu na rede social que os EUA entregaram ao Paquistão mais de $ 33 bilhões em ajuda nos últimos 15 anos e que não foram recompensados com “nada além de mentiras e falsidade” e que o país dá abrigo a terroristas caçados pelos EUA no Afeganistão. Chega!”.

Nesta terça-feira, 2, o primeiro-ministro paquistanês, Shahid Khaqan Abbasi, preside uma reunião de gabinete que tem como pauta o tuíte de Trump, e na quarta-feira, 3, os principais chefes civis e militares do país se reunirão para debater a deterioração dos laços com os EUA.

As relações entre Washington e o Paquistão, um aliado hesitante, estão tensas há muitos anos devido ao suposto apoio de Islamabad aos militantes da rede Haqqani, que são aliados do Talibã afegão.

O embaixador David Hale compareceu à reunião convocado pela chancelaria paquistanesa na segunda-feira, mas em relações internacionais, a convocação de um embaixador estrangeiro para dar explicações é considerado um gesto público extremo de desaprovação. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Islamabad, Khawaja Asif, minimizou a importância da declaração, que classificou como uma manobra política.

EUA também alegam que comandantes de alto escalão do Talibã afegão vivem em solo paquistanês. Em 2016 o então líder do Talibã, Mullah Mansour, foi morto durante um ataque de um drone norte-americano dentro do Paquistão, e em 2011 o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, foi encontrado e morto por tropas dos EUA na cidade paquistanesa de Abbottabad, que abriga uma guarnição.

Washington sinalizou ao Paquistão que cortará a ajuda e adotará outras medidas punitivas se Islamabad não parar de ajudar ou fazer vista grossa aos combatentes da Haqqani, que realizam ataques na fronteira com o Afeganistão.

Países se dividem em apoio aos dois países. A Índia, inimiga antiga do Paquistão, e o Afeganistão, China, aliada de longa data do Paquistão, defendeu o histórico de combate ao “terrorismo” do país.

Com informações da Reuters.

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