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De volta ao que era bom, ou… a maior bande psicodélica de todos os tempos.

Depois de levar ao delírio o público em Londres, no mês passado, a versão moderna da ousada banda brasileira Os Mutantes – que se apresentou com a participação especial de Zélia Duncan no vocal – prepara-se para conquistar os Estados Unidos. Pela primeira vez no país, Os Mutantes farão em Miami única apresentação no dia 2 de agosto, às 8 pm no Manuel Artime Theater.

A tourné nos EUA começou em 21 de julho, em NY. Já passou por Los Angeles e San Francisco e percorrerá ainda Seattle, Denver e Chicago.

Com Serginho Dias na guitarra e vocal, Arnaldo Baptista nos teclados e vocal, Dinho Leme, na bateria, Vinícius Junqueira no baixo, Henrique Peters nos teclados e flauta, Vitor Alexandre nos teclados e violoncelo, Simone Seoul na percussão, Fábio Recco na guitarra e vocal e Esméria Bulgari no vocal e percussão, a nova versão dos Mutantes vai apresentar músicas inéditas e outras imortais como “Ando meio desligado” e “Dom Quixote”.

Formado originalmente por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, Os Mutantes marcaram época com um tipo de música que continua atual através dos tempos. Os Mutantes foram a banda de rock mais original do rock brasileiro, e quem sabe do mundo. Foram classificados pela revista Time Out, na semana passada, como “a maior banda psicodélica de todos os tempos”.

Tantos títulos e elogios devem-se, talvez, ao fato de Os Mutantes terem sido a primeira banda a misturar pop e rock com música popular brasileira, sempre com bom humor e um certo tom de deboche, que sempre incomodaram a ala conservadora da sociedade, em uma época em que a inovação podia ser interpretada como sinônimo de rebeldia perigosa.

A década era de 60, uma década que ficou na história do mundo. Foi a década em que o homem foi à lua pela primeira vez, em que as mulheres queimaram soutiens nas ruas querendo liberdade sexual, a década dos Beatles e da ditadura na América do Sul, do LSD, de Woodstock e, é claro, dos Mutantes.

O ano era 1966, quando fervilhavam no Brasil ( e em quase todo o mundo), idéias, tensões, política e criatividade. Favorecida por todas essas influências, a música brasileira vivia um de seus mais ricos episódios. Era também a época dos Festivais da Canção da extinta TV Record, que reunia multidões, e foi responsável por projetar nomes que hoje são um patrimônio da música popular brasileira, como Elis Regina, Taiguara, Maria Bethânia e Gal Costa, entre tantos outros. Era também a época do movimento da Tropicália, de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Capinan e Nara Leão, um dos mais amplos movimentos musicais brasileiros, do qual também fizeran parte os Mutantes.

Foi a partir do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo, em 1967 que Os Mutantes lançaram seu primeiro compacto: O Relógio – para quem não é da época, compactos eram aqueles discos feitos em vinil em tamanho pequeno que, geralmente, tinham apenas uma música de cada lado.

O primeiro Long Play veio em 1968, com o nome da banda. A tônica era mostrar um rock anárquico e experimental, uma música psicodélica, recheada de microfonia e longas passagens instrumentais, misturando Beatles e música concreta, erudito e samba. Foi esse estilo que rendeu ao grupo o título de banda de rock mais original do rock brasileiro, ou quem sabe do mundo.

Os álbuns seguintes, já na década de 70 mostravam uma certa tendência ao blues, soul e hard rock. O grupo fez um show no Olympia de Paris, onde gravou um disco todo em inglês, para o mercado internacional, que só foi lançado em 2000.

De volta da Europa, a Os Mutantes receberam dois novos integrantes: o baterista Ronaldo Leme, o Dinho, e o baixista Arnolpho Lima, o Liminha. Com a saída de Rita Lee para carreira solo a banda ainda lançou dois outros discos, em 74 e 76, mas acabou se desfazendo.

A tourné internacional marca a retomada de uma banda que não parou de acompanhar as mudanças do mundo.

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Gazeta Admininstrator
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