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Cubanos vão às ruas de Miami comemorar o afastamento de Fidel.

A doença de Fidel Castro causou comoção em líderes de esquerda de vários lugares do mundo. Vários preocupados com sua recuperação e com a estabilidade política de Cuba.

Em Miami, porém, a reação foi diferente. O deputado republicano Diaz-Balart pediu aos dissidentes cubanos — no sul da Flórida e em Cuba — que comencem uma manifestação nacional de desobediência civil em protesto contra a transferência do poder a Raúl Castro. “O regime de Fidel está historicamente morto”, disse Diaz-Balart. O prefeito do condado de Miami-Dade, Carlos Alvarez, comentou que “o momento é de festa”, mas que “deve-se evitar bloqueios de ruas”. Ele referia-se às manifestações ocorridas na madrugada de ontem, horas depois que a notícia da enfermidade do presidente chegou ao conhecimento da população local.

Cubanos dissidentes e norte-americanos contrários ao regime de Fidel Castro saíram às ruas comemorando o afastamento do líder cubano.

Já na capital Havana, milhares de pessoas foram para o trabalho como todos os dias, embora o assunto principal nos pontos de ônibus e nos “camellos” — caminhões adaptados que servem de meio de transporte público no país — fosse o novo cenário político. Muitos viram imagens de centenas de pessoas festejando em Miami. “Espero que os que vivem em Miami não venham aqui, porque sabem que o povo está preparado para enfrentar qualquer tipo de situação”, comentou um morador do bairro de Miramar, enquanto esperava o ônibus.

Submetido a uma cirurgia após crise intestinal aguda, Fidel recebeu apoio de praticamente todos os governos da região. Alguns mais enfáticos, como o de seu maior aliado, o presidente Hugo Chávez. Em visita ao Vietnã, o líder venezuelano disse que deseja “de todo o coração que Fidel se recupere o mais rápido possível”. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acrescentou que recebeu informações “positivas” sobre o estado de saúde do mandatário cubano. “Recebemos com satisfação as informações vindas das autoridades cubanas segundo as quais o processo de recuperação do presidente Fidel Castro avança positivamente”, informou Caracas.

Compañero Lula

Só no final da tarde o Itamaraty divulgou nota oficial em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja melhoras ao colega cubano, a quem chama de “querido presidente e amigo”. “Em nome da amizade que nos une e da luta que travamos em favor do desenvolvimento e da igualdade entre os povos, quero transmitir-lhe os votos de pronta recuperação”, afirma a nota. A mensagem expressa ainda o “sentimento pessoal” de Lula, o “de seu governo” e o de “muitos amigos no Brasil”. Em carta enviada a Havana, o presidente boliviano, Evo Morales, mostrou solidariedade e confiança. “Estamos certos de que, com a fortaleza que demonstrou ao longo de sua exemplar trajetória, irá superar esse novo transe para continuar na trincheira da luta antiimperialista”, disse Morales. Governos de países como México, Chile e Argentina também enviaram palavras de apoio. Do outro lado do mundo, o presidente chinês, Hu Jintao, transmitiu uma mensagem de pronta recuperação ao colega cubano.

Os votos de melhora também partiram de organizações civis e de movimentos políticos. O Partido dos Comunistas Italianos (PDCI), membro da coalizão liderada pelo premiê Romano Prodi, afirmou que “Cuba e toda a América Latina precisam que Fidel Castro retome o mais rápido possível seu papel de líder do país e de impulsionador do processo político continental”. Enquanto isso, a plataforma Cuba Democracia Ya, que reúne 28 organizações do exílio cubano em sete países, pediu “prudência” aos cubanos exilados na Espanha. “É preciso ter cautela e esperar para ver como se desenrolarão os acontecimentos”, disse o porta-voz, Miguel Angel García.

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Gazeta Admininstrator
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