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Crimes domésticos são crescentes entre comunidade brasileira

Em apenas dois anos, oito brasileiras foram assassinadas pelos maridos, namorados ou companheiros nos EUA. Os crimes domésticos sã uma realidade entre a comunidade latina que vive no país, ressalta relatório do Family Violence Prevention Fund de New York. De acordo com o estudo, 48% das mulheres latinas já passaram por algum tipo de agressão depois que imigraram para os EUA.

Os agressores, observa o estudo, muitas vezes usam a ilegalidade como uma arma, pois acreditam que a vítima não buscará ajuda devido ao status migratório fazendo constantes ameaças de que denunciará o parceiro à imigração, se ela reagir à violência ou não atender a seus desejos.

No entanto, mesmo estando ilegal, é possível se valer da Restraining Order e Durante um ano, o agressor não pode se aproximar da vítima, telefonar ou enviar e-mails. Se a Restraining Order for violada, o agressor vai preso.

Para Heloisa Galvão, co-fundadora e presidente do Grupo Mulher Brasileira de Cambridge, uma das causas que contribuem para a instabilidade das relações entre casais pode estar relacionada à disputa pelo controle da relação entre os casais imigrantes, uma vez que nos Estados Unidos as regras podem mudar, principalmente na parte financeira.

“Uma vez nos Estados Unidos, quando a mulher brasileira atinge uma posição financeira superior à que tinha no Brasil isto pode desafiar a posição dominadora do parceiro. Longe de suas famílias no Brasil, a imigrante passa por experiências totalmente diferentes e, muitas vezes, bastante estressantes sendo um teste para o casamento. Acho também que a brasileira quando chega neste país, é exposta a todo tipo de informações e comportamentos culturais bem diferentes”, diz Heloisa.

O abuso do álcool e o uso de drogas também colabora com a violência doméstica. “Um homem deprimido e frustrado com a vida na América pode procurar refugio nas bebidas. O álcool é um grande depressor”, afirma. “O homem que agride a mulher e se arrepende entra no ciclo da violência, bate, se arrepende, pede perdão, chora. Então volta a agredir e se arrepende novamente. Isto leva a um ciclo interminável de agressões até que a denuncia seja feita”.

Para contatar a presidente do Grupo Mulher Brasileira, Heloisa Galvão, ligue para (617) 787-0556 Extensão 15.
A organização existe a mais de 12 anos e tem se destacado na defesa dos direitos das mulheres imigrantes.

Fonte: A Semana

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Gazeta Admininstrator
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