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Criado novo sensor eletrônico que permite o cérebro controlar movimentos.

De acordo com pesquisa divulgada pela revista Nature, um sensor implantado no cérebro de um homem paralítico permitiu que ele controlasse alguns objetos utilizando apenas o poder da mente.

A experiência permitiu que o Matthew Nagle, que não tem nenhum movimento abaixo do pescoço, tivesse acesso a e-mails, jogasse jogos de computador e mexesse os dedos de uma mão protética, apenas usando o pensamento.

A equipe norte-americana por trás do sensor tem grande expectativa de que a tecnologia possa, em um futuro próximo, ser incorporada ao corpo para restaurar o movimento de membros paralisados.

Nagle, que tinha 25 anos quando foi feita a experiência, ficou paralisado do pescoço para baixo depois de ser atacado a facadas em 2001. Ele foi o primeiro paciente a testar o sensor, que mede 4 mm x 4 mm x 1mm de altura.

Prótese neuromotora

Os cientistas implantaram o aparelho – chamado protése neuromotora (NMP, na sigla em inglês) – em uma região do cérebro conhecida como o córtex motor, responsável pelos movimentos voluntários.

O NMP é formado por um sensor interno que detecta as atividades das células do cérebro e por um processador externo, que converte essa atividade em sinais que podem ser reconhecidos por um computador.

Apesar de a espinha dorsal do paciente ter estado danificada por três anos à época da experiência, os cientistas descobriram que a atividade das células cerebrais persistia no córtex motor do paciente.

Os eletrodos do NMP conseguiram registrar essa atividade e enviá-la para um computador. O computador então “traduziu” esses sinais em comandos de movimentos que o levaram a controlar os membros artificiais.

Independência

Nagle disse que o sensor devolveu parte de sua independência permitindo que ele realizasse uma série de “movimentos”- como apagar e acender as luzes, por exemplo – que, normalmente, teriam que ser feitos por outra pessoa.

“Eu não consigo descrever a sensação”, disse ele à BBC.

O chefe da pesquisa, o neurologista Leigh Hochberg, do Hospital Geral de Massachussets, disse que “um dos resultados mais animadores desta experiência é que (ela mostrou que) esta parte do cérebro, o córtex motor, ainda pode ser ativado voluntariamente por este paciente com danos na espinha dorsal”.

“O fato de que a atividade ainda existe, apesar do dano ocorrido há vários anos, é muito encorajador para nossa habilidade potencial de usar esses sinais para controlar um aparelho externo.”

Segundo o co-autor do artigo, John Donogue, diretor do programa de ciência do cérebro da Brown University e principal cientista da Cybernetics, a empresa que criou o sensor, “os resultados trazem a promessa de que um dia poderemos ativar os músculos dos membros com esses sinais do cérebro, efetivamente restaurando o controle cerebral do músculo através de um sistema nervoso físico”.

O sensor, no entanto, também foi testado em um paciente mais velho, de 55 anos de idade, mas a equipe de cientistas disse que, por razões técnicas, ele não conseguiu registrar as atividades do cérebro.

Alguns cientistas alertaram que, apesar do resultado positivo da experiência com Nagle, ainda há problemas a serem resolvidos, antes que o sensor seja colocado em uso regular, como o risco de infecções, a longevidade do aparelho e os métodos de transferência de dados.

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Gazeta Admininstrator
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