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Corte de subsídios nos Estados Unidos deixa o Brasil mais otimista

O Brasil está otimista com a decisão da administração de George W. Bush de propor ao congresso americano uma redução dos subsídios domésticos. Em Brasília porta-voz da presidência da república disse que é “um sinal positivo” para as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que em 2005 entram em sua fase decisiva.
Mas o principal negociador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), embaixador Clodoaldo Hugueney, alerta que o objetivo do governo é o de conseguir na OMC uma redução de 70% dos subsídios domésticos americanos no final de um período de transição ainda a ser negociado. “Temos muito trabalho pela frente ainda”, admite o negociador.

Na avaliação de Hugueney, o passo dos EUA é importante porque vai na direção contrária da lei agrícola aprovada pelo congresso americano em 2002 e que previa um aumento de subsídios. “Não me interessa se o corte está sendo realizado por necessidades internas dos americanos. O importante é que há um corte e que estamos indo na direção oposta do programa de 2002”, afirmou o negociador brasileiro, que participou da primeira reunião da OMC no ano para tratar da liberalização agrícola.

O Brasil defende que o corte nos subsídios domésticos não ocorra a partir dos níveis permitidos pela OMC e que normalmente estão acima do patamar de apoio dado pelos governos ricos. “Não queremos cortar água. Queremos que a redução ocorra no volume aplicado pelos governos”, afirma Hugueney.

A notícia de Washington chega no mesmo momento em que Bruxelas anuncia que está recriando seu programa de subsídios ao trigo, depois de 18 meses de interrupção.

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Gazeta Admininstrator
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