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Correios encerram e-Sedex a partir desta segunda, 19

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A empresa estuda fechar cerca de 200 agências no país. Foto: Correios flickr.

O serviço de e-Sedex foi encerrado oficialmente nesta segunda, 19, pelos Correios. Segundo a empresa, a razão é a aprovação de sua nova política comercial.

Destinada apenas ao comércio eletrônico, o serviço permitia o envio de mercadorias com preço reduzido em relação ao Sedex tradicional e próximo ao de uma encomenda comum, de prazo de entrega mais longo.

Em nota, os Correios informaram que “dessa forma, todas as postagens de encomendas deverão ser realizadas por SEDEX ou PAC”.

Além desses serviços, a empresa também afirma que “tem parcerias com os maiores marketplaces do país e prosseguem com a implantação do novo serviço Correios Log – Comércio Eletrônico, também conhecido como e-Fulfillment, que possibilita à loja virtual ter toda a sua operação de armazenamento, preparação de pedido, postagem e logística completamente realizada pelos Correios, com otimizações operacionais e de custos para os clientes. No entanto, não foi informado quando o novo serviço entrará em operação.

Já o PAC é o serviço de encomenda da linha econômica para o envio exclusivo de mercadoria e o Sedex, de encomenda expressa de documentos e mercadorias.

Mantendo o compromisso de transparência com os seus clientes, os Correios reforçam a parceria com o comércio eletrônico, e afirmam que continuarão a ser a empresa mais acessível ao e-commerce em todo o Brasil. As mudanças da nova Política Comercial da estatal visam atender melhor ao comércio eletrônico, destinando pacotes de encomendas específicospara os clientes desse setor, como os serviços SEDEX, PAC e Logística Reversa, que atendem às diversas necessidades de preços e prazos dos lojistas, além dos consumidores finais.”

Crise e demissão voluntária

Em meio a mais grave crise financeira de sua história, os Correios têm acumulado dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos,com prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões em 2016e R$ 2,1 bilhões no ano anterior.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja também fechar cerca de 200 agências neste ano, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Recentemente o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, afirmou que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização. Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores,mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Em abril deste ano, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse quea demissão de servidores concursados vem sendo estudada.Segundo eles, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento.

Com informações de Valor Econômico e G1.

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