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Corpo de brasileiro morto na FL é enterrado em MG

Foi enterrado na sexta-feira(16), no distrito de Santa Luzia, área rural de Caratinga, a 195 Km de Belo Horizonte, Minas Gerais, o corpo de Júnior Patrício de Sá, de 31 anos, morto com três tiros na cabeça no dia 4, no apartamento em que morava, em Deerfield Beach, Flórida.

Júnior foi morto a tiros depois de ameaçar com uma faca, o companheiro de apartamento Adonírio Silva, de 47 anos, no condomínio onde moravam Heritage Circle Apartment Complex, no 4300 da Northwest Ninth Avenue.

De acordo com Adonírio, única testemunha da morte, chamados por vizinhos, os policiais “já entraram e foram tacando fogo”. Júnior morreu na hora, e Adonírio foi ferido na barriga e socorrido no North Broward Medical Center, onde foi operado.

Os policiais que participaram da ocorrência, Vicent Campos, 42, e James Morrisroe, 40, permanecem afastados de funções externas até a conclusão das investigações.

A notícia da morte de Júnior causou comoção e indignação aos moradores da cidade de Caratinga. A família do rapaz em Minas Gerais reclamou do atraso na liberação do corpo, que obrigou o adiamento do horário do enterro. “Queremos que o caso chegue a Brasília para que algo seja feito e os culpados responsabilizados. Só recebi uma carta do Itamaraty dizendo que o corpo só seria liberado após providenciada toda a documentação. Arranjamos e pagamos tudo e ainda acontece esse atraso, uma falta de respeito”, desabafou Élia Rosa de Sá, irmã de Júnior.

O traslado, no valor de R$ 13 mil, foi pago pela família com a ajuda da comunidade brasileira na Flórida.

Em entrevista ao Gazeta, na semana passada, a irmã de Júnior, Neusa Neves, que vive em Indianápolis, disse conside-rar que a morte do rapaz foi uma “brutalidade” dos policiais. Ela disse que pretende conseguir apoio do Itamaraty nas investigações, e lamentou não ter recebido apoio do Consulado brasileiro na Flórida.

No Consulado do Brasil na Flórida, o ministro Luis Felipe Mendonça negou que a família de Júnior não tenha recebido apoio nos EUA. Segundo ele, Neu-sa entrou em contato com o plantão do Consulado, foi atendida pelo funcionário César Arévalo que prestou as orientações necessárias e encaminhou a ela uma lista de advogados, conforme solicitado.

– Agilizamos o trâmite do traslado do corpo e liberamos a documentação necessária – disse Mendonça.

Segundo ele, o passaporte de Júnior não foi encaminhado direto à funerária, conforme solicitado pela irmã da vítima “porque o passaporte é coisa importante e só é entregue ao cidadão brasileiro ou a alguém indicado por ele”, disse o ministro.

De acordo com Mendonça, o consulado está acompanhando as investigações sobre as circunstâncias da morte de Júnior. “Estou em cima do investigador. Ele tem que saber que o consulado está acompanhando o caso. Vamos receber o relatório por escrito”, finalizou.

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