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Corinthians chama Leão antes de definir futuro de Passarella

Antes mesmo de anunciar sua decisão sobre o futuro do técnico Daniel Passarella, o Corinthians negocia com Emerson Leão.

O treinador, que está no Vissel Kobe, do Japão, recebeu telefonemas de pessoas ligadas à cúpula do Parque São Jorge um dia após o jogo com o Figueirense, que eliminou o clube da Copa do Brasil na semana passada.

O comando da parceria se reuniu ontem para definir a situação do argentino, mas deixou o Parque São Jorge sem uma conclusão. Novo encontro ocorre hoje. Sem a definição, a diretoria cancelou o treino que Passarella comandaria pela manhã. O time só se reapresenta à tarde.

A diretoria corintiana já contava com a saída do técnico argentino após a eliminação na Copa do Brasil, o que não ocorreu. O homem forte da MSI, Kia Joorabchian, bancou a permanência de Passarella no cargo até o clássico de anteontem, no Pacaembu.

A derrota para o São Paulo por 5 a 1 aumentou a pressão da diretoria do Corinthians para o presidente Alberto Dualib pedir a demissão de Passarella. Kia, porém, não definiu se o mandará embora. A reunião, no Parque São Jorge, começou às 17h30 e se estendeu por quase três horas.
Segundo um diretor do clube, que pediu para não ser identificado, os contatos com Leão voltaram a acontecer ontem, antes da reunião sobre o argentino.

A negociação mostra reflexos até no rival Palmeiras. Salvador Hugo Palaia, diretor de futebol do clube, disse que a ida de Diego Souza para Vissel Kobe está emperrada porque Leão diz estudar proposta para voltar ao Brasil.

O técnico pediu R$ 600 mil mensais, quase o dobro do que Passarella ganha (R$ 335 mil). Além de o clube achar o valor alto, a rescisão com o argentino é um entrave, pois teria que continuar pagando seu salário até o fim do contrato, em fevereiro de 2006.

Kia não aponta o argentino como único culpado pela má fase do time, na zona de rebaixamento do Brasileiro, com apenas um ponto.

Ele afirmou que o técnico não foi culpado pela derrota para o São Paulo. Na avaliação dele, os jogadores, “que ganham muito dinheiro”, não estão rendendo o esperado. Dualib, que após a derrota para os catarinenses também queria a cabeça de Passarella, ontem estava em dúvida se a saída do treinador era a melhor decisão.

A maior parte do grupo não está satisfeita com Passarella e quer a saída do argentino. Entretanto nenhum jogador se manifestou com medo de represálias.

Leão já havia procurado a MSI ainda quando Tite comandava o Corinthians, em março. Em um encontro com Kia, ele pediu US$ 2,5 milhões anuais para se transferir para o Parque São Jorge.

O iraniano achou o pedido do treinador muito alto e não houve acordo. Quatro dias depois, Tite foi demitido após derrota para o São Paulo, e Passarella, admitido.

Em atrito com a diretoria do São Paulo, Leão deixou o clube no mês passado, após a conquista do Paulista sob a alegação de que aceitou o convite para ajudar um amigo, dirigente do Vissel Kobe.

O treinador fez contrato de oito meses com o clube japonês. Pelo acordo, Leão receberá US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 4,4 mi). Ele já disse a amigos que voltará ao Brasil caso aceitem suas exigências.

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Gazeta Admininstrator
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