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Contrários à pena de morte comemoram suspensão na Flórida

Os contrários à pena de morte nos Estados Unidos expressaram sua satisfação pela suspensão das execuções na Flórida e a ordem de um juiz na Califórnia para que o Estado revise o modo como a sentença capital é aplicada.

“Este foi o dia mais significativo na história da pena de morte nos EUA em muitos anos”, assinalou em uma declaração escrita Jamie Fellner, diretor da Human Rights Watch.

Mas os defensores da punição, repudiada na maior parte do mundo, indicaram que o debate diz respeito unicamente aos aspectos técnicos da injeção letal, um método empregado por 37 dos 38 estados americanos que aplicam a pena capital.

Na quarta-feira passada, o porto-riquenho Ángel Nieves Díaz, de 55 anos, condenado pelo assassinato há 27 anos de uma dançarina de Miami, agonizou durante 34 minutos após receber a primeira dose de uma série de injeções usadas nestas execuções.

O governador republicano da Flórida, Jeb Bush, ordenou na sexta-feira uma suspensão das execuções nesse estado, onde há atualmente 391 condenados, entre eles duas mulheres, e 65 foram executados desde o restabelecimento da pena de morte, em 1976.

No mesmo dia, o juiz federal do distrito do norte da Califórnia, Jeremy Fogel, ordenou ao estado que revise os procedimentos e considere a eliminação de dois dos compostos químicos usados nas injeções letais.

Na Califórnia existem 652 condenados à morte, entre eles 14 mulheres, e o estado executou 13 réus desde 1976.

Existem mais de 3.360 condenados à morte nos Estados Unidos, sendo que 1.056 execuções foram realizadas no país.

Nas últimas décadas, o uso de injeções letais aumentou entre os estados com a pena capital, já que, supostamente, o método minimiza o sofrimento do condenado.

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Gazeta Admininstrator
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