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Congressistas duvidam que plano de fronteira vá funcionar.

A meta da Câmara é reduzir em até 90% o fluxo de imigrantes, antes de discutir outros temas de imigração.

Congressistas de ambos os partidos disseram na quinta-feira(3)ao secretário do departamento de Homeland Security, Michael Chertoff, que duvidam que os planos de contratação de mais agentes, melhoria de sensores e outras medidas para tornar mais rígida e segurança de fronteiras, vão mesmo funcionar.

Chertoff concordou que seu departamento pouco provavelmente terá condições de barrar totalmente o fluxo de imigração ilegal, particularmente na fronteira com o México. Mas ele afirmou também que as iniciativas de repressão adotadas este ano parecem ter inibido a entrada de indocumentados pela fronteira.

– Se algum dia nós conseguirmos implantar uma ampla política de imigração, teremos antes que implantar um plano de segurança de fronteira, e ninguém que eu conheça tem convicção de que nós podemos fazer isso – disse o republicano de New York, John Sweeney.

A mesma posição foi assumida pelo democrata de Arkansas Marion Berry. “Eu não tenho confiança no que vocês todos estão trazendo para nós, e eu não gosto disso”, afirmou.

Chertoff apresentou gráficos indicando que o número de imigrantes não-mexicanos detidos na fronteira sudoeste caiu em comparação ao ano passado. Imigrantes ilegais, principalmente vindos da América Latina, com exceção do México, têm sido barrados nos últimos anos. “Não estou dizendo que vamos deter todos, mas pela primeira vez nós estamos realmente conseguindo aumentar o preço pago por essas pessoas para cruzar a fronteira”, disse Chertoff.

Líderes da Câmara planejaram 19 audiências sobre imigração, em 12 estados e oito diferentes comitês, apenas para o próximo mês.

O porta-voz da Câmara, J. Dennis Hastert, republicano de Illinois, disse que a idéia é fixar como meta a redução de 85% a 90% do tráfico de imigrantes pela fronteira, antes de o governo focar-se em outras prioridades no tema imigração. “O povo americano precisa ter as fronteiras seguras”, disse Hastert.

O Congresso aprovou no mês passado proposta de orçamento que inclui $1,9 bilhão para reforço da segurança de fronteira, incluindo fundos para designar milhares de agentes de patrulha na fronteira e tropas da Guarda Nacional ao longo da fronteira com o México. As tropas adicionais são parte de uma estratégia de “sufocar” o fluxo de imigrantes, que pode eventualmente incluir também mais sensores de movimento, vôos de vigilância e câmeras.

O dinheiro será também aplicado na instalação de 40 milhas de cercas e 140 milhas de barreiras de veículos na fronteira, informou Chertoff. Ele observou ainda que o departamento está “finalmente utilizando o seu bastão” para penalizar empresas que contratem ilegalmente trabalhadores estrangeiros, e para deportar imigrantes que já estejam no país.

Chertoff lembrou que alternativas como prender 10% dos imigrantes ilegais que já estão no país poderiam custar até $10 bilhões por ano. “O método de fazer batidas e prisões é astronomicamente caro”, disse Chertoff.

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Gazeta Admininstrator
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