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Comportamento anti-social pode estar ligado a gene

Comportamento anti-social pode ser “herado” dos pais
A razão do comportamento anti-social de algumas crianças pode estar ligada à genética, segundo uma pesquisa do King’s College, na Inglaterra, divulgada na publicação britânica Jornal de Psicologia e Psiquiatria.
O estudo, que acompanhou 3.687 pares de gêmeos de sete anos de idade, demonstra que as crianças que têm tendências psicopatas desde cedo – como a falta de remorso, por exemplo – provavelmente herdaram a característica dos pais.

Especialistas, no entanto, afirmam que o ambiente em que a criança vive também influencia seu comportamento e, se for favorável, pode, inclusive, neutralizar a herança genética.

Os cientistas também acreditam que o comportamento anti-social entre as crianças que não têm tendências psicopatas provavelmente se deve apenas a fatores ambientais.

Pesquisa

Os gêmeos idênticos são geralmente usados em pesquisas porque têm os mesmos genes e, portanto, as mesmas características herdadas geneticamente.

Os pesquisadores usaram a avaliação dos professores sobre o comportamento anti-social e as tendências psicopatas das crianças – como falta de afeto ou remorso – para dividir os gêmeos em dois grupos.

Os 10% que apresentaram pior comportamento foram divididos em dois grupos – os que têm e os que não têm tendências psicopatas.

A análise mostrou que o comportamento anti-social só foi herdado geneticamente pelas crianças que já apresentavam as tendências psicopatas.

“A descoberta de que as tendências psicopatas podem ser herdadas mostra que temos que ajudar essas crianças desde cedo”, disse Essi Viding, que liderou a pesquisa.

“Qualquer comportamento é influenciado por vários genes e uma combinação azarada de genes pode aumentar a vulnerabilidade a algum distúrbio.”

“Mas o fato de essas características serem herdadas não quer dizer que nada pode ser feito a respeito. As crianças estão abertas às influências protetoras do ambiente desde cedo e essas influências podem neutralizar a vulnerabilidade genética”, completou.
Mas a professora de criminologia Maria Kent, da Universidade de Kent, afirma que o comportamento anti-social visto em crianças desta idade é diferente do que se vê entre adolescentes de 15 a 17 anos.

“A maior parte das pessoas envolvidas em crimes e comportamento anti-social não têm predisposição genética”, afirma ela.

Segundo a professora, fatores sociais e econômicos também têm forte influência.

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Gazeta Admininstrator
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