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Como reconhecer o invejoso

  • O invejoso semeia dúvidas e distorce os fatos, se engaja em conversas que lhe servem como armas para diminuir quem ele inveja.

A inveja nasce do sentimento de inferioridade. Falar da inveja incomoda; ela é um sentimento-tabu. Quem sente inveja raramente é capaz de reconhecê-la, não se dá conta, ou finge que não sabe.
A inveja é basicamente um sentimento infantil. O invejoso vive a dor que nasce do fato dele não possuir ou ser aquilo que os outros possuem, ou são. O invejoso, portanto, reconhece um valor e percebe que não o tem. Mas, por outro lado, ele não quer entender ou aceitar as causas da superioridade alheia!

Ele não chega a se perguntar o “por quê”. Por que ciclano e fulana são mais? Por que fulano e ciclano têm sucesso? O invejoso não vê, e não quer ver, o trabalho que levou quem é mais a ganhar esse “mais”: o suor, os estudos, os anos, as experiências, o amadurecimento que nasceu também da dor digerida e trabalhada. O invejoso não enxerga nada disso. Ele só vê o resultado final e não gosta que alguém tenha o que ele não tem.

Quanto maior a virtude, mais crassa será a inveja que essa virtude irá atrair. Desde a Antiguidade fala-se que a inveja é inimiga da virtude, sendo “virtude” as conquistas morais, psicológicas, espirituais, intelectuais e até materiais que se obtêm a partir do próprio esforço e dedicação.
O invejoso não leva em consideração a competência e os méritos alheios. Muito pelo contrário: ele recusa qualquer apreciação e reconhecimento de merecimento. Ele chega a inverter a situação; consegue transformar os méritos do outro em deméritos; a competência em enganação. Ele desrespeita, rebaixa, diminui – tudo isso como se nada fosse.

O invejoso é mentiroso e injusto. Ser assim não lhe custa esforço algum porque lhe falta uma imagem definida de si. Ele não sabe bem o que é. Está focado em deprimir quem subiu na escada da vida, sobretudo se for a partir do trabalho duro, da inteligência, talento e assumindo o risco pelas próprias escolhas.
O invejoso semeia dúvidas e distorce os fatos, se engaja em conversas que lhe servem como armas para diminuir quem ele inveja. Seu esforço vai na direção de eliminar o valor alheio e assumir o domínio.

A internet se tornou um poderoso instrumento para os invejosos, basta navegar um pouco para observar as redes de distorções que confundem a mente semeando mentiras que podem se transformar numa nova “realidade”.

O invejoso não perdoa a beleza e a bondade do trabalho bem feito. Não querem enxergar a verdade. Seus olhos estão “costurados”, como escreveu Dante Alighieri em sua Divina Comédia (livro Inferno).
O invejoso sente que lhe falta alguma coisa, mas não deseja preencher este vazio. Deseja punir a pessoa que lhe faz perceber (sem querer, pelo próprio valor) esse vazio. É como se o invejoso quisesse assim fazer o outro sofrer junto.

Invejar significa, basicamente, querer tirar – tirar do outro o que não se tem. O que move o invejoso não é ganhar um talento e galgar a escada da vida. Ele quer simplesmente tirar. O sucesso alheio lhe é insuportável. Que seja dinheiro, beleza, talento, sucesso profissional, habilidade manual… até a alegria! Reduzir todos à infelicidade que ele sente e que esconde: este é o motor do comportamento do invejoso.

Por isso ele é geralmente falso.
Por ser a inveja um sentimento tabu, ela é mascarada tão bem que o próprio invejoso mal se percebe. Mas nós o sentimos na pele! O invejoso é sempre alguém próximo: vizinho, amigo, colega. É alguém que vê seu trabalho e sua capacidade – e quer solapá-los.

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Adriana Tanese Nogueira
Adriana Tanese Nogueira
Life Coach com training psicanalítico, filósofa, terapeuta transpessoal, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca em Boca Raton, FL-EUA. Contato: +1-561-3055321 - www.adrianatanesenogueira.org.
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