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Comentando sobre currículo

escolaPor Fernanda Sevarolli Creston Faria* 

A tualmente, o currículo está em debate por várias questões, sejam elas raciais, econômicas, políticas, etc. Governo e comunidade se colocam neste debate em busca de respostas e direções a se seguir para a construção de uma base curricular comum e, ao mesmo tempo, a promoção, nos atores sociais envolvidos com educação, da necessidade de se construir um currículo local a partir da base mencionada.

Mas o que é falar de currículo? Quais as consequências de se pensar nele ou não?

Há alguns anos, a questão do currículo era engessada, ou seja, não se pensava ou se agia no sentido de atualizar ou contextualizar os currículos escolares. Eles faziam parte literalmente da estrutura da escola, não se modificavam, não se moviam.

Com as mudanças na escola da atualidade, dos últimos dez anos até os dias de hoje, inclusive, termos observado um maior movimento no que tange ao estudo e discussão do currículo da escola e da Escola.

Quando falo escola, refiro-me ao trabalho local, aos professores e coordenadores de determinada escola que precisam ter a liberdade de pensar o currículo que atenda seu alunado, dialogá-lo com a comunidade escolar, compartilhá-lo com os atores sociais e, ainda, fazê-lo moldar-se à localidade e realidade ali encontradas.

Quando falo Escola, refiro-me à instituição escolar que hoje é orientada a seguir novos parâmetros e demandas em busca de um currículo que dialogue com a realidade da educação e do trabalho escolar de uma forma geral.

Em relação ao ensino da Língua Portuguesa, o currículo não fica estagnado; ao contrário, diversifica-se de modo a trazer novas facetas para o ensino da língua, seja enquanto materna ou como segunda língua.

Dizer que para se aprender uma língua se deve estar imerso nele é umas afirmação contundente, mas que faz a diferença no trato e no resultado que se espera. Mas o cuidado do que e como ensinar também faz toda diferença.

Portanto, quando se falar em currículo, deve-se analisar o peso político e real da palavra e a dimensão na qual ela se insere, trazendo para dentro de seu contexto a necessidade de um trabalho dialogado, diversificado e real.

Ou seja, o trabalho de prateleira ou idealizado ficou no passado remoto de mais dez anos atrás.

A educação e, principalmente, o ensino de LP, emerge em um cenário que se caracterize por localidades, identidades e fluências.

Neste sentido, ignorar a construção diária de um currículo que atenda a alunos tão diversos, localidades tão particulares e, ao mesmo tempo, ignorar a leitura demandada de um cenário atual e didaticamente urgente, seria o mesmo que anular a necessidade de uma discussão sobre currículo e saberes escolares em prol de um ensino aliado a qualidade e eficiência.

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*Graduada formada  em  Letras  (UFJF),  especialista  em  Práticas  de Letramento e Alfabetização (UFSJ), especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da EAD (UFF) e mestre em Gestão  e Avaliação da  Educação  Pública  (CAED/UFJF).  Tutora  EAD  (Pedagogia/UAB/UFJF) e  Coordenadora  do  Curso  de Idiomas Veg –  Juiz de Fora/MG.

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