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Clínica cria programa de fertilidade para gays

Uma clínica de fertilidade da Califórnia criou o que diz ser o primeiro programa voltado para homossexuais que desejam ser pais.

O The Fertility Institutes, já pioneiro no polêmico campo da seleção de gênero, disse estar a responder à enorme demanda de casais homossexuais mundo afora que desejam filhos biológicos, mas sofrem com o preconceito e a burocracia.

“Há muitos centros que ciscam nisso de vez em quando. Mas somos o único programa para gays que tem apoio psicológico, jurídico, médico, mães de aluguel, doadores e pacientes tudo num só lugar”, disse Jeffrey Steinberg, diretor da clínica, à Reuters.

“A demanda é incrível. Os Estados Unidos sempre foram movimentados, mas estamos a ver cada vez mais demanda do exterior”, afirmou.

Nos últimos anos são cada vez mais comuns os casais homossexuais que preferem ter um filho biológico, inseminando o feto artificialmente em uma mulher, ao em vez de adoptá-los, o que é difícil para gays e lésbicas em vários lugares.

As “mães de aluguel” normalmente desistem quando descobrem que o casal em questão é homossexual, em parte devido à idéia de que homossexuais são mais propensos a doenças como hepatite, sífilis ou Sida .

No caso de Steinberg, as mulheres envolvidas sabem desde o início de que haverá um pai homossexual. Ele faz exame nos candidatos e congela o esperma por seis meses como salvaguarda adicional.

O médico diz já ter atendido 70 casais homossexuais enquanto aperfeiçoava o programa. Cerca de 40 por cento eram norte-americanos, e os demais vinham de Grã-Bretanha, Alemanha, China, Canadá, Itália, Brasil e África do Sul.

O custo médio é de cerca de 60 mil dólares — e três quartos dos casais homossexuais pagam a mais para escolher o sexo do bebê, o que nos EUA é legal, ao contrário de muitos outros países.

“Achávamos que todos iam chegar a querer meninos, mas cerca de 65 por cento querem garotos, e o restante quer meninas”, disse Steinberg.

A entidade conservadora Focus on the Family, ligada a grupos evangélicos, disse ver vários problemas nesse programa.

“Essas clínicas estão no negócio pelo lucro, e os perdedores serão as crianças, porque essas crianças não terão acesso a uma mãe. É um lar intencionalmente sem mãe”, disse a porta-voz Carrie Gordon Earll.

Steinberg se disse preparado para a polêmica, mas espera contorná-la. “Isso é novo, é desafiador. Entendemos que as pessoas fiquem um pouco intimidadas, um pouco assustadas. Leva tempo para se acostumar às coisas.”

Dados do Censo de 2000 nos EUA mostram que há 301 mil casais de homensa morarem juntos nos EUA, embora não existam estatísticas de quantos adoptam ou têm filhos biológicos.

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