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Clientes da FoneClub terão que esperar para recuperar dinheiro.

Mais de 2 mil pessoas que investiram na FoneClub, empresa denunciada por ser responsável por um esquema de pirâmide, proibido por lei nos EUA, terão que esperar meses antes de recuperar seu dinheiro.

Primeiro, oficiais da Comissão de Securitização e Câmbio de Boston (SEC) têm que realizar um exaustivo levantamento contábil da empresa Universo FoneClub Corp., a fim de estabelecer quanto dinheiro foi arrecadado, e de quem. “Nós precisamos determinar quanto dinheiro entrou e quanto dinheiro saiu, de quem e para quem. Isso é um grande quebra-cabeças. Pela minha experiência, diria que pode levar meses. Não é uma coisa para ser resolvida em semanas. Não vai acontecer da noite para o dia”, disse o advogado da SEC Silvestre Fontes.

Como parte da investigação federal, mais de $1,7 milhão dos $2 milhões de patrimônio da FoneClub, foram congelados a pedido da SEC, que alegam que o dinheiro foi arrecadado ilegalmente através de um esquema de pirâmide, baseado no recrutamento de novos membros.

A empresa é acusada de elaborar um esquema de pirâmide que visava a comunidade brasileira e, de acordo com a denúncia, Victor William teria um papel chave no envolvimento dos brasileiros na suposta fraude.

De acordo com o advogado Fontes, um acordo pode ocorrer, caso os acusados abram mão de seus direitos em favor dos fundos arrecadados ilegalmente. No entanto, caso os acusados decidam brigar na justiça, os investidores podem ter que esperar um tempo maior para receber seu dinheiro de volta. Além disso, há ainda o problema da aplicação de penas a serem impostas, explicou o advogado. “Se eles disserem que não fizeram nada errado e resolverem partir para o litígio, as coisas podem demorar muito”, disse Fontes.

Alguns investidores, no entanto, afirmam ter tido lucro com a FoneClub. O brasileiro André, de 23 anos, proprietário de uma empresa de limpeza em Providence, em Road Island, disse ao jornal Metro West, de Massachussets estar satisfeito com o negócio. Ele preferiu não informar seu sobrenome, e afirma ter investido $ 3 mil em meados de maio e recebido, um mês depois, $3,3 mil. “Eu recuperei meu dinheiro e ainda tive um pequeno lucro”, disse André ao jornal de Massachussets.

Muitos dos que ainda acreditam nas promessas da FoneClub de ganhar dinheiro fácil são aqueles que conseguiram recuperar seus investimentos. Em um típico esquema de pirâmides, os primeiros a entrar no negócio são os que conseguem maior lucro. Entre os que reclamam estão os que entraram por último no negócio e não receberam nenhum retorno financeiro.

Muitos dos brasileiros preferem não falar abertamente sobre seu envolvimento com a empresa. Quando perguntados sobre o assunto, muitos pedem para não ser identificados, com medo de represálias, por sentirem-se constrangidos de terem entrado em um possível golpe, ou por medo de ter tomado parte em algo que pode ser considerado ilegal.

Os membros da Foneclub fizeram dinheiro através do recrutamento de novos membros. André levou três amigos para a empresa, o que o permitiu receber 30% das taxas de credenciamento pagas por eles.

A empresa, segundo ele informou ao jornal Metro West, prometeu que cada novo membro poderia ganhar $17 mil por mês, após uma filiação de 12 meses. “Eles falavam da Bíblia, usaram palavras bonitas. Palavras que fizeram as pessoas pensarem. Mas eu não acho que eles fizeram nada errado”, disse André.

Na ação que tramita na Corte federal, apresentada pela SEC, além de Sanderley R. de Vasconcelos, conhecido como Sann Rodrigues, aparece como réu Victor W. Sales, também conhecido como Reverendo Victor Willam, Victor Sales Debrito e Victor Sales Brito.

Resposta – O titular da empresa, Sann Rodrigues distribuiu, após a publicação da primeira reportagem pelo Gazeta News, em junho, comunicado “a todos os clientes e associados da Foneclub” agradecendo “imensamente as orações, amor, carinho, respeito e confiaça” demonstrada a ele e sua família “durante os momentos difíceis”.

No e-mail, Rodrigues afirma que “devido a denúncias anônimas a empresa está sob investigação” e teve as contas congeladas, incluindo suas contas pessoais. A carta distribuída pela internet segue afirmando que “quando a justiça determinar e, o que ela determinar estaremos acatando e cumprindo”.

Rodrigues aproveitou para contestar o que chama de “algumas verdades que estão sendo distoricdas por alguns jornais”. Ele nega que tenha utilizado o nome de Deus para fazer negócio, e alega que sempre iniciou as palestras das quais participa esclarecendo que a primeira parte, a religiosa, apresentada pelo pastor Victor William, não teria nenhuma relação com a segunda, a comercial. “Sou Cristão e continuarei colocando a palavra de Deus em primeiro lugar, em tudo o que o meu Senhor Jesus me permitir fazer”, diz o Rodrigues em sua carta.

Segundo ele, “o Reverendo Victor William sempre foi apenas um convidado para ministrar palestras sobre seu livro, no início das reuniões, estando assim isento de qualquer responsabilidade referente à FoneClub”.

O pastor evangélico Victor William, afirmou ter se associado à empresa como um dos inúmeros investidores, e assumido a posição de presidente da Fone Clube mediante o pagamento de $5 mil.

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Gazeta Admininstrator
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