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Cliente espera há seis meses envio de caixa para Pernambuco

No dia 18 de agosto de 2006, Antonio Gonçalves decidiu enviar para a sobrinha que vive em uma fazenda na cidade de Macaparana, no interior de Pernambuco, um aparelho de som usado e algumas roupas.

Ligou para o telefone 1800 da empresa Alexim Moving, e solicitou que a caixa fosse retirada em sua casa. Recebeu a promessa de que o volume seria enviado quando a empresa enchesse um contêiner com destino ao porto de Santos, em São Paulo. Assim foi feito. E foi aí que começou o problema do Sr. Gonçalves.

– Em dois meses a caixa chegou na alfândega de Santos, foi liberada e encaminhada para o depósito de empresa em São Paulo. E de lá não saiu até hoje – reclama, acrescentando ter escolhido a empresa por causa de sua propaganda na televisão, que assegura entrega em todo o Brasil em prazo de 90 dias. “Me informaram que estão esperando encher um caminhão para levar para lá. Toda semana ligo, e me prometem prioridade”, lamenta Gonçalves que estuda agora a possibilidade de entrar na justiça para solucionar o problema, e processar a empresa por propaganda enganosa.

Procurada pela reportagem do Gazeta, Fátima Souza, secretária do proprietário da empresa Luciano Campos, informou que o proprietário está viajando e que, de fato, a empresa está encontrando dificuldades para enviar a caixa ao endereço fornecido pelo cliente. “Houve problemas de fortes temporais em São Paulo, e em estradas de acesso ao norte e nordeste houve quedas de barreiras. Estamos com dificuldade de conseguir um caminhoneiro que se disponha a embrenhar-se em cidades pequenas em Pernambuco nestas condições. O caminhão nem sai porque sabemos que vai ficar parado na estrada de 10 a 15 dias”, explica Souza.

Um dia depois de ser procurada pela reportagem do Gazeta, a empresa informou que o proprietário da Alexim havia pessoalmente intercedido junto à transportadora em São Paulo para solucionar o problema, e ofereceu um prazo máximo de 10 dias para entrega do volume no endereço fornecido. “Em prazo de oito a 10 dias a carga será entregue no destino final”, assegurou Souza.

Embora a empresa cobre uma taxa extra de $35 de redespacho, justamente para cobrir as despesas com entregas fora das principais capitais do Brasil, e reafirme seu compromisso com entregas em todo o Brasil em prazo de 60 a 90 dias, Souza afirma que, como em qualquer outra empresa, este prazo pode ser estendido na eventualidade de chuva excessiva, ou qualquer outro problema decorrente de forças da natureza, que impeça o trajeto nas estradas, o que está previsto em contrato. “Orientamos também aos nossos clientes que informem sempre o endereço completo do destino, com Cep e bairro, para que não haja atrasos. No caso deste cliente, por e-xemplo, o endereço de destino é a fazenda Pau D’arco na cidade de Macaparana”, explica Souza.

Antonio Gonçalves decidiu dar mais um voto de confiança à empresa e aguardar o prazo de oito a 10 dias, antes de tomar qualquer medida judicial. “Se não resol-verem o meu problema dentro deste prazo, vou buscar os meus direitos de cliente e denunciá-los por propaganda enganosa e irresponsabilidade”, concluiu Gonçalves.

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Gazeta Admininstrator
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