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Cientistas decifram genoma do parasita do mal de Chagas

Uma equipe internacional de cientistas diz em um artigo publicado na última edição da revista Science que conseguiu decifrar o código genético de três parasitas responsáveis por doenças que matam mais de 150 mil pessoas por ano.
As descobertas, que poderão ser usadas para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes, se referem aos parasitas responsáveis pelo mal de Chagas, pela leishmaniose e pela doença do sono (comum na África).

Até mesmo vacinas para estas doenças poderiam ser sintetizadas a partir das descobertas da equipe.

Mais de 250 cientistas de vários institutos de pesquisa e universidades do mundo todo participaram do estudo.

Medicamentos

Os três parasitas – Trypanosoma cruzi, Leishmania major e Trypanosoma crucei – contém entre oito e 12 mil genes e seis mil genes em comum.

Najib El-Saued, um biólogo molecular no Instituto para Pesquisa Genômica em Rockville, Estados Unidos que participou da pesquisa, disse que a descoberta significa que poderão ser fabricados medicamentos para lutar contra as três doenças de uma só vez.

Mais de 500 milhões de pessoas no mundo correm o risco de serem infectadas por estes parasitas. O parasita causador da doença de Chagas pode ficar inativo em uma pessoa por durante 20 anos antes de causar danos internos, geralmente ao coração.

Segundo Bernard Pecoul, diretor executivo do projeto, agora serão necessárias verbas para progredir com a pesquisa.

“Menosprezadas”

A doença do sono altera o relógio biológico, a pessoa infectada acaba dormindo de dia e permanecendo insone durante a noite. Mas a doença pode alterar outras funções mentais e atingir órgãos como coração, rins, gerar problemas neurológicos e até a morte.

Há três tipos de leishmaniose, que variam em intensidade. A mais grave, conhecida como leishmaniose visceral, geralmente é fatal se não for tratada.

Segundo os cientistas que participaram da pesquisa, há muita necessidade de novos medicamentos para estas doenças, consideradas “menosprezadas”.

Muitos dos tratamentos disponíveis são usados há décadas e têm efeitos colaterais, alguns fatais. Freqüentemente, estes tratamentos nem funcionam, pois os parasitas desenvolvem resistência aos medicamentos.

“O tratamento da doença do sono, por exemplo, é como um jogo de roleta russa, porque não se sabe quem vai ser morto ou quem vai sobreviver ao tratamento. Agora que completamos o seqüenciamento do DNA podemos nos concentrar em descobrir a ‘bala mágica’ que vai ajudar a erradicar a doença”, disse o professor e pesquisador Sanjeev Krishna, da Universidade de Londres.

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Gazeta Admininstrator
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