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Centenas de PMs do Rio são investigados por negociar armas e drogas com traficantes

A Corregedoria e o Serviço Reservado da Polícia Militar do Rio de Janeiro tentam identificar quem são os 412 PMs suspeitos de vender armas e drogas para a Favela do Muquiço, em Guadalupe, zona Norte da cidade. Esse número é maior, por exemplo, do que todo o efetivo de um único batalhão, o de Olaria, na zona Norte, e foi descoberto a partir das investigações da Polícia Federal (PF), que resultaram na realização da chamada Operação Tingui, no mês passado.

Na operação foram identificados 78 PMs de cinco batalhões. Todos tiveram prisão preventiva decretada. Investigadores somaram 412 suspeitos após reunir os apelidos usados por policiais que negociaram com traficantes. Cada apelido tem relação com uma equipe da PM.
– Vamos fazer uma espécie de auditoria nos sistemas de localização dos carros-patrulha, e cruzar esses dados com as escalas de serviço. Tentaremos, assim, identificar todos os suspeitos – informou o corregedor da PM, coronel Paulo Ricardo Paul.

O trabalho conjunto da PF com a PM possibilitou a identificação de vários policiais que conversavam, por telefone, com traficantes do Muquiço. Entre eles, alguns representavam suas equipes utilizando apelidos como Batman e Ratão.

Uma equipe de sete PMs, que usava um veículo blindado, conhecido como “Caveirão”, e usualmente temido pelos marginais, é supeseita de seqüestrar um menor. A equipe se identificava como Chucky, em uma referência ao personagem do filme “Brinquedo Assassino”.

As informações que constam na investigação já foram encaminhadas para a Auditoria Militar e para a Corregedoria da PM.

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Gazeta Admininstrator
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