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Caso Sean: família materna não vê o menino desde 2009

Sean é entregue a seu pai, David Goldman, em dezembro de 2009. Foto: O Globo.

Depois de uma longa disputa judicial que se tornou umconflito diplomático entre Brasil e EUA, no dia 24 de dezembro de 2009 a justiça brasileira ordenou que o menino Sean Goldman fosse entregue ao pai, o americano David Goldman. Segundo Silvana Bianchi, avó materna, esse foi também o último dia em que ela viu o neto, hoje um adolescente de 17 anos, completados na última quinta-feira, 25.

Depois de tentar diversas vezes visitar Sean em Nova Jersey, onde ele vive com o pai David Goldman desde 2009, a avó vive hoje resignada com a situação e disse ter desistido de lutar pela guarda. O americano David Goldman disputou a guarda do filho com a família materna desde que a mãe do garoto, Bruna, morrera em 2008 no parto da filha que teve em seu segundo casamento.

“Desisti faz tempo. Já não faz mais sentido. Hoje Sean já é um adulto, sabe o que é melhor para ele. O tempo vai se encarregar de resolver as coisas. É um assunto que quero deixar adormecido, porque é muito doloroso” – disse Silvana na sexta-feira, 26.

Uma nova decisão da Justiça trouxe o caso da disputa de guarda do menino Sean Goldman, entregue a seu pai em dezembro de 2009, novamente à tona nesta semana.

A 3ª Câmara Criminal do Rio condenou na última quarta-feira, 24, os médicos Nadir Farah e Izabel de Araújo Nogueira, responsáveis pelo parto que resultou na morte de Bruna, mãe de Sean, a uma pena de detenção de 2 anos e 2 meses, convertida no pagamento de uma indenização aos familiares de Bruna no valor de 133 salários mínimos – cerca de R$ 125 mil.

Os médicos Eduardo Farah e Sérgio de Oliveira Monteiro, que também participaram da cirurgia e respondiam ao processo, tiveram a condenação do crime prescrita por unanimidade pelos desembargadores. Os advogados Ary Bergher, Raphael Mattos e Marcello Ramalho, que defendem Nadir e Eduardo, pai e filho, respectivamente, disseram que vão recorrer da decisão em instâncias superiores.

O caso ganhou repercussão mundial e as imagens de Sean assustado no dia em que foi entregue a seu pai, vestido com uma camiseta com as cores do Brasil, sendo levado, cabisbaixo, ao Consulado dos Estados Unidos, no Centro, em meio a uma multidão de jornalistas e curiosos, foram publicadas por jornais de vários países.

Relembre o caso

Bruna morreu em 2008, após o parto da filha que teve com o advogado João Paulo Lins e Silva, seu segundo marido. Ela foi casada com David Goldman, de quem se separou de forma conturbada. Em junho de 2004, Bruna veio com Sean visitar a família no Rio de Janeiro. Inicialmente, ela passaria um mês na cidade, mas, ao desembarcar, pediu o divórcio a David, que estava nos Estados Unidos, onde o casal vivia.

Ela conseguiu a guarda definitiva da criança e a separação unilateral de David na Justiça brasileira, mas, após sua morte, uma nova briga por Sean voltou a acontecer. Ao longo de um ano, os avôs maternos e o pai do menino se enfrentaram na Justiça pela guarda do garoto. David ganhou a queda de braço quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a volta de Sean para os Estados Unidos.

Com informações de O Globo.

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