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Caso Foneclub: acordo pode estar próximo

Um ano após a Foneclub ser acusada de orquestrar um esquema de pirâmide financeira na comunidade brasileira em MassachusettsA e na Flórida, as investigações conduzidas pela SEC – Security and Exchange Commission’s Boston está na reta final, e deverá ser concluída nas próximas semanas. A informação é do jornal Metrowest Daily News.

A companhia, de propriedade do brasileiro Sann Rodrigues (Sanderley Rodrigues de Vasconcelos) explorava o sistema de telefonia via Internet ou VOIP, oferecendo ligações telefônicas internacionais a baixo custo e operava no sistema Multi Level Marketing.

De acordo com as autoridades da SEC, cerca de 1.5 mil pessoas participaram da alegada pirâmide, que teria arrecadado mais de $3 milhões, prometendo a seus associados ganhos fantásticos. O sistema de Multi Level Marketing é legal no país e muitas empresas o têm operado por muitos anos, gratificando a seus associados financeiramente quando há novos interessados em aderir ao plano de expansão da companhia.

Segundo o jornal Metrowest, os agentes federais que investigam o caso não deram detalhes do acordo mas para Silvestre Fontes, advogado da SEC, a quantia de $1,7 milhão, que permanece congelada na conta da Foneclub, deverá retornar a seus investidores. O acordo final ainda deverá ser aprovado pela SEC.

O advogado esclareceu que os investidores serão notificados por carta sobre a devolução do dinheiro. O acordo será individual e levará algum tempo para que todos sejam ressarcidos.

“Poderá levar semanas ou meses até que todos os valores sejam restituídos. Tudo vai depender da velocidade do processo na corte”, disse Fontes.

De acordo com o advogado, caso os controladores da Foneclub abram mão de seus direitos não questionando o relatório da SEC o processo será resolvido rápido. No entanto, caso decidam brigar na justiça, os investidores podem ter que esperar um tempo maior para receber o dinheiro de volta. “Além disso, há ainda o problema da aplicação de penas a serem impostas, se eles (os controladores da Foneclub) se declararem culpados, então estarão sujeitos a processo”, explicou o advogado. “Mas, se eles disserem que não fizeram nada errado e resolverem partir para o litígio, aí então as coisas podem demorar muito tempo”, disse.

A reportagem do jornal Metrowest afirma ter contactado Sann Rodrigues por e-mail, e recebido a informação de que Rodrigues aceitará todas as determinações propostas pela SEC.

De acordo com os registros da Massachusetts Corporations Division, a Foneclube foi dissolvida em outubro do ano passado, mas a companhia ressurgiu no Brasil como o nome PhoneClub Brasil Ltda, que opera no mesmo sistema de Marketing de rede, oferecendo ligações telefônicas via VOIP. O website da companhia (www.phoneclub.com.br), o site em inglês (www.Phoneclubusa.com) apresenta as mesmas informações da antiga Foneclub. Os domínios estão registrados em nome da Victory Telecom Inc, companhia de propriedade de Tiago Quinamo, cunhado de Sann Rodrigues.

Anteriormente, Sann Rodrigues havia afirmado que a Fone Clube não operava no sistema de pirâmide financeira. “Apenas damos a oportunidade de ganhos a nossos associados e isto não é ilegal perante a lei”, disse. Para ele o fato da companhia ter feito mais de 2 mil associados em menos de três meses despertou o ressentimento de muitas pessoas, principalmente dos concorrentes. “Existem muitas companhias que operam da mesma forma em nossa comunidade, algumas no sistema de telefonia”, disse.

“Há muitas pessoas que não suportam o fato de um imigrante conseguir a independência financeira. Para estes, o imigrante deve apenas fazer os trabalhos que os americanos não desejam fazer, e são estes os mais inconformados com o sucesso de nossa companhia”, justificou.

Culto e negócios
Antes que os agentes federais passassem a investigar a Foneclub, as suas reuniões eram disputadíssimas e centenas de interessados em associar-se ao Multi Level Marketing da companhia compareciam às suas convocações, atraídas pelas promessas de volumosos ganhos. As reuniões eram uma mistura de culto religioso e de negócios. Sann Rodrigues sempre contestou a versão de misturar culto religioso e negócios, e sempre deixou claro que suas palestras eram iniciadas por um culto religioso apresentado por um pastor, e não por ele.
Fonte: A Semana

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