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Casal da Renascer deixa prisão federal

O governo americano informou que o casal de fundadores da Igreja Renascer em Cristo – Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho – deixou na terça-feira(16) a prisão federal nos Estados Unidos.

Eles estavam detidos desde o último dia 9, após apresentarem uma declaração falsa de porte de dinheiro para a alfândega americana. O casal declarou que não carregava mais de US$ 10 mil, mas levava escondido na bagagem US$ 56 mil.

Já havia a expectativa de que o casal seria liberado ainda nesta semana, após a definição de a Justiça norte-americana estipular para eles o pagamento de uma fiança no valor de US$ 100 mil.

Segundo o consulado brasileiro nos EUA, Estevam e Sônia poderiam responder em liberdade, no entanto, mediante um pagamento inicial de US$ 5.000.

No Brasil, o Ministério Público ainda não tinha informações sobre a liberação de Estevam e Sônia. O advogado do casal, Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que tinha informações, não confirmadas, de que Estevam e Sônia poderiam ser transferidos da prisão ainda nesta semana.

A informação sobre a libertação de Estevam e Sônia consta do site do órgão federal americano responsável pelas prisões –Escritório de Prisões Federais dos EUA (Federal Bureau of Prisons).

Nos EUA, o casal de fundadores da Renascer deve responder pelas acusação de falsa declaração de valores à alfândega america e pelo chamado “contrabando de dinheiro”. A primeira audiência está marcada para o dia 24. Ainda segundo o Consulado, mesmo no caso de pagamento da fiança, o casal não poderia deixar a Flórida.

Prisão

Os Hernandes foram detidos, no último dia 9, no aeroporto de Miami por terem declarado incorretamente à alfândega norte-americana que não carregavam mais de US$ 10 mil cada. O casal portava, entretanto, US$ 56 mil em espécie.

A defesa argumenta que houve somente um equívoco na declaração de valores. Na tese dos advogados, como eles estavam num grupo de sete pessoas (o casal, dois filhos e três netos), poderiam transportar até US$ 70 mil.

O Ministério Público de São Paulo, que os denunciou por lavagem de dinheiro, pediu então a prisão preventiva e a extradição do casal.

A Justiça paulista aceitou tanto o pedido de prisão preventiva quanto o encaminhamento do processo de extradição, que poderia levar meses. A defesa dos fundadores da Renascer entrou com recursos para tentar revogar tanto um quanto outro pedido. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva e ainda examina os recursos para impedir a extradição do casal que, no Brasil, responde a processos por estelionato e lavagem de dinheiro, entre outras acusações.

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Gazeta Admininstrator
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