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Casa Própria & Floreclosures – O drama continua

O fato do Govenador Charlie Christ ter sancionado uma histórica ( e eleitoralmente providencial ) redução nos impostos, com potencial impacto no mercado imobiliário, parece anda estar longe o fim do pesadelo para quem comprou casa na Flórida no auge do “boom” e que está à beira de perder todo o seu investimento.
Esse é um problema real, dramaticamente palpável para milhares de brasileiros que residem em vários pontos do país, e de uma forma especial no Sul da Flórida, onde o volume de investimentos brasileiros neste setor ultrapassa facilmente a cifra de 1 bilhão de dólares.
Os efeitos desta dramática redução de impostos somente poderá ser sentido no exercício fiscal de 2009 e isso não ajuda muito a qem está enfrentando o drama do “Foreclosure”, processo de retomada dos imóveis por partes dos bancos e financeiras.
Os números são alarmantes e embora os “titãs” do mercado tentem de todas as formas não divulgar os números, para não inibi ainda mais os negócios, parece que a realidade dos fatos se impõe claramente.
Milhares de proprietários e pequenos investidores estão face a face com a perda total de seus investimentos. Para alguns, a perda é substancial, mas para outros significa um desastre em suas vidas familiares.
Como se sabe, no auge da euforia consumista imobiliária no Sul da Flórida, com índices de valorização de até 10, 15 e 20% ao ano (algo inimaginável num país que convive com uma inflação média de 2 a 4% ao ano) , os brasileiros desataram a comprar imóveis sem ter nenhuma preocupação com faores cruciais tais como:

1 – A lógica do mercado imobiliário local
2- A histórica “montanha russa” no perfil de valorização imobiliária na Flórida
3 – Implicações legais e fiscais
4 – Nunca, mas nunca mesmo, dar a menor atenção às famosas “letrinhas miúdas” dos contratos, geralmente draconianos e que dão todos os poderes e direitos as financiadores e como única opção aos compradores: pagar ou perde tudo.

Para evitar que o “sonho americano” se transforme no “pesadelo da casa própria”, como bem define nossa editora Letícia em sua pauta, é preciso ter duas coisas que quase nunca viajam lado a lado com euforia e dinheiro disponível momentâneamente: paciência e cautela.

O afã em “se beneficiar” do boom imobiliário levou muitos brasileiros a comprarem imóveis por preços muito acima de sua capacidade de pagamento. Havia uma fé inabalável (dessas tipo a de que o Brasil não tinha como não perder a Copa de 50, e perdeu) de que só era possível ganhar com esses investimentos e se algo ocorresse de negativo na comunidade, o mercado americano absorveria esses imóveis, gerando ainda um bom lucro para quem os havia comprado.

Aí foi que muita gente se deu mal e agora convivemos cm um problema sério e real.
As perdas já registradas são de milhões e milhões de dólares.
Esse número pode seguir crescendo até o fnal de 2009, porque 9 de caa 10 especialistas em mercado imobiliário da Fórida apostas suas fichas de que o esperado “Rebound” só virá no começo de 2010.
Já qe não há muito o que faze em favor dos que caíram nesta armadilha, que estes dramáticos exemplos sirvam de lição. Na deixe de comprar imóvel. Aliás, agora mais d que nunca o mercado é escancaradamente comprador, com excelentes oportunidades. Há uma enorme quantidade de imóveis residenciais e comerciais sendo listados a preços até 40% abaixo de seu valor em dezembro de 2005.

Mas que os investidores ou as famílias que têm a sua poupança “suada” guardada para um momento como este, saibam tirar proveito das lições aprendidas.

E vale também lembrar um detalhe dos mais importantes: cada vez é mais imperativo reconhecer a importância de falar e ler Inglês. Esta é uma barreira definitiva que precisa ser enfrentaa e removida. O brasileiro segue pagando um preço altíssimo por não dominar o idioma norte-americano, muitos até desdenham de forma ignorante, dessa óbvia necessidade.

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Gazeta Admininstrator
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