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Casa própria comprada com Social Security falso: sonho vira pesadelo

O casal Rodolfo e Maria Anita está atônito. Desde que tomaram conhecimento através da imprensa que haverá uma “Blitz” nacional para caçar os usuários de Social Security falsos ou clonados, eles não sabem o que é dormir em paz:
“Quando fomos comprar nossa casa, há dois anos atrás, a empresa nos garantiu que poderíamos comprar sem ter Social. Achamos estranho, mas estávamos tão eufóricos com a possibilidade de sair do aluguel, que fomos em frente.

A funcionária, uma hispânica, disse que eles arrumariam todos os documentos que por acaso não tivéssemos e que isso seria tudo legal, sem problemas. Agora não sabemos o que vai acontecer”, diz Rodolfo, um carioca de 38 anos que vive em Miami há sete e está casado com Maria Anita, natural de Li-nhares, Espírito Santo, há cinco.

A compra da casa própria, numa região de classe média em West Dade (próximo do Doral) foi a realização de um sonho. Que agora pode se transformar em pesadelo:
“Nossa casa é nosso único patrimônio. Pelo que lemos, se eles usaram Social falso ou clonado, podemos até perder a casa. Estou desesperada e já procurando advogado, porque eles nos garantiram que a gente podia fazer a compra usando um Social arranjado por eles mesmos”, diz Maria Anita, que só não revela o nome da financeira, pois teme ser processada.

“Antes vamos consultar o advogado e ver o que podemos fazer. Sei que não temos provas do que ela nos falou e que assinamos todos os papéís. Lá tem um número de Social Security que não é nosso. tenho muito medo de toda esta situação.
O drama desse casal é apenas mais um entre milhares que estão sendo vividos por imigrantes brasileiros em várias partes dos Estados Unidos.

Em New York e New Jersey, onde foi realizada a primeira etapa do “Social Security Enforcement” mais de 300 mil documentos falsos ou clonados foram identificados, gerando a cassação de milhares de carteiras de motorista e outros documentos.
Imóveis podem ser adquiridos por estrangeiros nos Estados Unidos sem a necessidade de Social Security, mas as condições de compra são muito menos vantajosas. Tem ocorrido denúncias de empresas em várias partes dos Estados Unidos, acusadas de estarem se aproveitando da desinformação dos potenciais clientes para aplicar o “golpe da casa própria”, embolsando os valores do “down payment” e contando com o fato de, sendo indocumentados, esses clientes não ousariam denunciá-los.

O golpe funcionaria de forma até bem simples. Essas empresas criminosas, algumas atuando até mesmo em conjunto com escritórios de advogados de imigração que atrai os clientes que buscam a legalização, prometem “dar um jeitinho” e “resolver de forma interna” a questão do Social Security. Essas empresas serão processadas criminalmente pelo governo, mas o castigo pior vem mesmo para quem pode ficar sem seus imóveis, sua sonhada casa própria.

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Gazeta Admininstrator
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