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Casa Branca se nega a comentar sobre ‘prisões secretas’ da CIA

A Casa Branca e a CIA se negaram a comentar as denúncias, feitas na edição desta quarta-feira pelo jornal Washington Post, de que o governo americano mantém prisões secretas em outros países.
Na reportagem, o jornal afirma que a CIA, a Central de Inteligência Americana, mantém altos membros da Al-Qaeda e suspeitos de terrorismo em prisões secretas em “democracias do leste europeu”, segundo fontes da própria CIA e do governo citadas pelo jornal.

“Não vou discutir nenhuma atividade específica dos serviços de inteligência. Eu diria que a responsabilidade mais importante do presidente (George W. Bush) é proteger os americanos”, disse o porta-voz da Casa Branca, Scott Mclellan.

Segundo o Washington Post, as prisões foram estabelecidas há cerca de quatro anos, logo após os atentados de 11 de setembro, e os suspeitos de terrorismo nelas detidos chegam a ser torturados durante interrogatórios.

Duas dessas prisões teriam sido estabelecidas na Tailândia e em Guantánamo, mas já teriam sido fechadas.

O jornal afirma que os prisioneiros não têm qualquer contato com o mundo exterior, não têm acesso a advogados e não podem ver ninguém sem autorização da CIA.

Os prisioneiros também não estariam protegidos pelas convenções internacionais, diz o jornal, e muitos deles permanecem anos nesses locais sem qualquer acusação formal ou prova contra eles.

“A existência e localização dessas instalações – chamadas ‘locais negros’ nos documentos secretos da Casa Branca, CIA, Departamento de Justiça e Congresso – são conhecidos por apenas poucas autoridades americanas e, normalmente, apenas o presidente e alguns altos funcionários dos serviços de inteligência dos países hospedeiros”, diz o Washington Post.

O jornal afirma que as prisões secretas são um elemento central na guerra contra o terrorismo travada pela CIA e que elas dependem da cooperação dos governos e serviços secretos de outros países.

“Mais de cem suspeitos de terrorismo foram enviados pela CIA neste sistema, de acordo com ex-funcionários e funcionários dos serviços de inteligência e fontes estrangeiras”, diz o Washington Post, e este número não incluiria os prisioneiros capturados no Iraque.

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