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Bush veta projeto de lei sobre célula-tronco.

O presidente norte-americano, George W. Bush, divulgou nesta quarta-feira (19) ter lançado mão de seu poder de veto pela primeira vez desde que assumiu a presidência para bloquear um projeto de lei que tem como prioridada o aumento de recursos federais destinadas aos estudos com células-tronco embrionárias.

Para Bush a lei permite o sacrifício de embriões com a esperança de conseguir benefícios médicos, e defendeu o uso de células-tronco adultas. A lei foi aprovada na terça-feira (19) no Senado norte-americano com 63 votos a favor e 37 contra.

Agora, o Congresso tenta reunir os votos para reverter o veto presidencial. Para anular o veto presidencial, o Senado e a Câmara de Representantes (Baixa) precisariam do apoio de dois terços de todos os legisladores.

Apoio

A medida, introduzida pelo republicano Arlen Specter e pelo democrata Tom Harkin, conta com o apoio de 591 organizações científicas, universitárias e grupos que defendem os direitos dos pacientes. A Casa Branca já havia declarado que o projeto de lei seria vetado.

Quase três quartos dos norte-americanos se dizem favoráveis ao desenvolvimento da pesquisa médica sobre células-tronco e o projeto de lei em debate, já adotado pela Câmara de Representantes há mais de um ano, é apoiado por personalidades ilustres da direita americana, como Nancy Reagan, viúva do ex-presidente republicano Ronald Reagan (1981-89), que morreu após uma longa luta contra o mal de Alzheimer.

Cientistas políticos afirmam que Bush mostra neste debate a posição da direita mais radical para um benefício político incerto. Stephen Hess, cientista político da Brookings Institution, avalia que o veto presidencial “não o fará ganhar grande coisa entre os conservadores e poderia custar caro entre os moderados”. “É um dano para ele e para seu partido”, avaliou por sua vez Larry Sabato, cientista político da Universidade de Virgínia (sudeste dos EUA).

O governo Bush apóia outras duas medidas aprovadas pelo Senado que fomentam as pesquisas científicas com células-tronco sem a destruição de embriões. Uma, aprovada por unanimidade pelos cem senadores, proíbe a criação de embriões para uso exclusivo dos cientistas. A outra, também aprovada por unanimidade, autoriza fundos federais para pesquisas científicas com células-tronco sempre que não levem à destruição de embriões.

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Gazeta Admininstrator
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