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Bush vai a Brasília com extensa agenda bilateral

O chefe da Casa Civil da Presidência do Brasil, Ministro José Dirceu, descreveu os encontros que teve na semana passada com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, e com o conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, como eventos “de afirmação das boas relações entre o Brasil e os Estados Unidos e do bom entendimento entre os presidentes Bush e Lula”.

Primeiro integrante do governo brasileiro a ter contato com a nova equipe de política externa do segundo governo Bush, Dirceu disse que, durante a conversa com Condoleezza, reiterou a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de receber a visita do líder americano ainda este ano. A viagem de Bush ao Brasil deve acontecer em novembro, próximo à 4ª Cúpula das Américas, na Argentina, e que também será em novembro. Mas existe a possibilidade até de ser antecipada para setembro.

Segundo Dirceu, que fez inúmeros contatos nos meios empresariais, diplomáticos e acadêmicos em New York e Washington, as conversas indicam que “há bons sinais de retomada das negociações da Alca e compreensão da parte do governo dos Estados Unidos sobre a importância da integração da América do Sul do avanço do Mercosul”.
O ministro disse ter ficado satisfeito de ter ouvido de Condoleezza Rice palavras enfáticas de reconhecimento “do papel do Brasil nessa integração, da importância do desenvolvimento econômico e do aumento do comércio para a consolidação da democracia na região e a superação da instabilidade que muitos dos nossos países viveram nos ultimos anos”.

Sublinhando que fez a visita a Washington “a pedido do presidente Lula e do chanceler Celso Amorim”, o principal articulador político do governo disse que o projeto de integração da América do Sul é uma proposta econômica e que não pretende excluir ninguém. “Os EUA têm uma presença grande na economia brasileira e integração é uma oportunidade também para os investidores americanos”, disse.
“Não se trata de contrapor o Mercosul aos EUA, ou à Alca, não se trata de fazer a integração contra os EUA, mas uma integração que vise melhorar a eficiência”, assinalou o Ministro.
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Richard Boucher, também fez uma descrição positiva sobre a reunião entre Dirceu com Condoleezza.

Além de mencionar temas óbvios como a Alca, Bourcher destacou a conversa “sobre encontros vindouros sobre o Oriente Médio, onde é bastante clara para nós e para o Brasil a importância não apenas de reformas políticas e econômicas, mas das reformas democráticas”.
No relato, Dirceu contou que a secretária de Estado americana “destacou a importância e a relevância” da reunião de cúpula entre os países do Mercosul e as nações árabes, que Lula hospedará este ano no Brasil. “Ela disse que considera muito importante que essa reunião aconteça, que há um grande esforço no Oriente Médio pelo avanço da democracia e para se chegar à paz entre Israel e a Autoridade Palestina”.
Independentemente das razões que inspiraram a convocação da reunião de cúpula entre os países do Mercosul e as nações árabes, Dirceu indicou que há uma coincidência de interesses entre o Brasil e os EUA, que vê hoje a demo-cratização do Oriente Médio como prioridade de política externa.

“Trata-se de uma oportunidade para os países da América do Sul, que viveram momentos de ditadura e que hoje têm processos democráticos em consolidação ou consolidados (que dão) aos países árabes (a possibilidade de) avaliar a importância que a democracia tem no avanço econômico e social dos povos”, disse Dirceu. “Condoleezza Rice fez questão de destacar que os Estados Unidos vêem com bons olhos a realização desta conferência”.

Sobre as tensões entre os EUA e a Venezuela e os conflitos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, Dirceu disse que não ouviu re-clamações e reiterou que “o Brasil, sempre que demandado, jogará um papel de procurar ajudar na solução pacífica, por meio do diálogo, de possíveis divergências, até mesmo internas dos países da América do Sul”.

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Gazeta Admininstrator
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