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Bush fala de tráfico e imigração no México

O presidente George W. Bush chegará hoje à noite em Mérida, no México, última escala de seu giro pela América Latina. Amanhã, ele se encontra com o presidente mexicano, Felipe Calderón. Na pauta, discussões sobre imigração ilegal e tráfico de drogas. Em ambos os temas, americanos e mexicanos estão em rota de colisão. Calderón é um crítico insistente da dura política migratória de Washington. O governo Bush, por sua vez, tornou-se extremamente impopular no México desde que começou a construção de um muro de 1.130 quilômetros na fronteira dos dois países.

Em seu primeiro encontro com Bush, em novembro do ano passado, o mexicano afirmou que a construção do era um “erro deplorável”. Calderón está sendo pressionado pela opinião pública para exigir de Bush um acordo migratório que não mude tanto a vida dos imigrantes nos Estados Unidos. A primeira medida, segundo senadores e deputados mexicanos, seria a paralisação da construção do muro na fronteira entre os dois países. Entretanto, os números não ajudam Calderón. Enquanto 40% dos mexicanos continuarem a viver abaixo da linha da pobreza e a lutar contra os baixíssimos índices sociais, é pouco provável que o americanos se sensibilizem e mudem sua política de imigração.

Quando o assunto for narcotráfico, Calderón também deu a entender que vai jogar duro com Bush. “Os Estados Unidos são responsáveis por alguns dos problemas mais graves do México, entre eles o narcotráfico, que é causado pelo crescente consumo de drogas entre os americanos”, disse. “Está na hora de os Estados Unidos mostrarem mais do que atos simbólicos”.

Hoje, na Guatemala, penúltima escala do presidente americano, os dois temas foram exaustivamente debatidos. O assunto é delicado. Autoridades guatemaltecas estimam que um décimo da população já imigrou para os Estados Unidos. Anualmente, esses imigrantes enviam cerca de US$ 2 bilhões em receita para o país centro-americano, quase 10% do PIB da Guatemala. O México, por sua vez, recebe cerca de US$ 26 bilhões de cerca de 6 milhões de imigrantes que vivem ao norte do Rio Grande, boa parte de maneira ilegal.

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