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Buraco Negro, de novo?

Mais uma inexorável “ducha de água fria” nos sonhos e esperanças de milhões de imigrantes. Mais um desafio à paciência para aqueles que não aceitam nenhuma oura solução para suas vidas na América, que não seja através da plena legalização.
Sempre se soube que o trâmite da nova lei imigratória seria penoso, mas haviam sinais claros de que as chances de que fosse aprovada eram as maiores desde 2001.
As principais “ameças” em sntido oposto eram e continuam sendo o fato de que o Presidente Bush estava se empenhando enfáticamente a favor da aprovação.
E como se sabe, nunca um oresidente norte-americano foi tanto impopular e teve tão pouco poder dentro de seu próprio partido, como o atuaol presidente.
Seu apoio foi mais um “fator complicador” do que propriamente positivo.
A outra “trincehira” contra a aprovação veio dos braços mais organizados e radicais da ultra-direita norte-americana, capitaneada pelos atuais “paladinos anti-imigrante”, que são alguns âncoras de TV e jornalistas famosos que fazem do populismo sua principal alavanca de sucesso junto ao p[ublico norte-americano menos esclarecido.
O futo?
Bem poderíamos simplesmente usar o dito popular e dizer “a Deus pertence”.
Mas não se deve apenas contar com a ajuda dos céus.
Há que se manter a fé num fato que é considerado inquewstionável até mesmo pelos mais fervorosos militantes anti-imigrante: os Estados Unidos jamais farão uma deportação em massa. Uma solução terá que ser encontrada. Talvez beneficiando menos ilegais. Talvez estabelecendo critérios mais rígidos.
A proposta de Bush, adereçada pelos democratas liderados por Edward Kennedy, não era nem de longe a “lei dos sonhos” das lideranças imigratórias. Estava recebendo apoio de legisladores tanto na Câmara de Representantes quanto no Senado, por razões as mais diversas.

1) Oportunismo político: já está estatísticamente sedimentado pelas pesquisas, que o voto latino em 2008 viria a ser fortemente influenciado em favor dos defensores da legaliação em massa e imediata.

2) Interesses empresariais: corporações de todos os tamanhos e nas mais diversas áreas de atuação, dos plantadores de tomate à hotelaria, da indústria da aviação à construção civil, havia e segue havendo uma pressão enorme no sentido de absorver essa mão de obra farta e bem mais barata que a representada pelos norte-americanos. Não éexatamente porque os americanos em geral já não querem desempenhar “certas funçoes” ou se submeter a “certos empregos”. Muitos até querem, mas exigem remuneração muito maior e benefícios que os imigrantes não pleiteiam.

3) Segurança Interna: há um grande bloco de lideranças, dentro e fora do governo, claramente convencido de que somente com a pela legalização de todos os que vivem no poaís, se poderá fazer um sistema de identificação e rastreamento efetivo.

4) Impostos em geral: há quem defenda a legalização pela simples injeção de dinheiro que geraria na economia e principalmente nos cofres públicos.

5) Por sincero sentimento de justiça, tradição e democracia: a tese que é defendida pelos que reconhecem a vocação histórica da Américaser “uma nação de imigrantes”, aberta a todos os povos, etniais e credos. São os chamados “românticos”, mas que possuem uma potente base de apoio entre eleitores de melhor nivel cultural e educacional.

Quaisquer que fossem as razões que viessem a justificar a legalização já, estariam de bom tamanho nos corações e nervos de uma população que segue vivendo no “limbo”. Incapacitada, à força, de assumir as rédeas de seu próprio destino.

A realidade é que temos que acompanhar de perto os próximos passos. Dos legisladoes que consigam manter o ânimo e seguir lutando em favor dos imigrantes e das lideranças dos próprios imigrantes que não podem simplesmente se curvar diante da intolerância de quem prefere ver 12 ou mais milhões de pessoas vivendo com pseudo-residentes, usados como “mão de obra barata” num sistema perverso e inumano.
Respeitar as regras do jogo – e por isso a América é o que é e nelas desejamos todos que aqui estamos, viver – mas buscar nas próprias regras desse jogo, as saídas para esse tormentoso impasse.

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Gazeta Admininstrator
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