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Brasileiro preso na Venezuela detalha detenção e expulsão do país

Jonatan Diniz, 31 anos, está proibido de ir à Venezuela por 10 anos. Foto: arquivo pessoal.

Na cela, o brasileiro era obrigado a ficar nu e recebeu comida de outros presos

O brasileiro Jonatan Diniz, de 31 anos, que ficou 11 dias preso na Venezuela, explicou em declaração em rede social na terça, 9, que foi obrigado a ficar nu em cela e que não recebia comida todos os dias, entre outros detalhes da sua prisão e expulsão do país.

Diniz afirma estar proibido de pisar naquele país pelos próximos 10 anos e foi solto, expulso no sábado, 6, e voltou para a Califórnia, onde mora.

Diniz relata que ficou preso em uma cela de 8 metros quadrados dividida com oito venezuelanos. “Me fizeram ficar nu não sei quantas vezes e com quantos celulares tiraram fotos minha, inclusive mandaram ficar nu na frente de todos os detentos sem a mínima lógica na noite que cheguei”, detalhou.

Ele foi preso por um homem que se apresentou como policial à paisana, quando estava na praia, bebendo com amigos.

“Fui preso por um homem que falou que trabalhava para a polícia, mas estava à paisana. Me tirou da praia me ameaçando com a arma, tirou meus dois relógios que usava e os repassou como penhora na conta do bar já que não me deu a chance de pagar minha conta, meu óculos de sol roubaram nesse rolo todo. Ele fez diversas acusações falsas a meu respeito dizendo que eu era da CIA, que eu estava lá usando fotos de crianças da Venezuela para ganhar dinheiro a custa de outros”, escreveu.

Para o governo da Venezuela, o brasileiro é membro de uma organização criminosa e presidia uma ONG de fachada com o intuito de promover ideias contra o governo de Nicolas Maduro. Jonatan nega as acusações e sua família, que é de Balneário Camboriú, afirma que o brasileiro estava realizando trabalho social no país.

Segundo ele, no local não tinha direito a banho de sol, dormiam em colchões no chão e triliche, não tinham chuveiro e dividiam o vaso sanitário que era na cela, “sem privacidade alguma”. Ele ainda diz que recebeu comida só em três dias.

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