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Brasileiro de GO morre em travessia México-EUA

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O goiano estaria com a esposa. A causa da morte ainda não foi explicada. Foto: Facebook.

O goiano Ricardo Evangelista dos Santos, de 32 anos, morreu ao tentar a travessia do México para os EUA, completando a sexta vítima do tipo só este ano.

De acordo com a página da campanha criada pela PADREF para ajudar no traslado do corpo, o Goiano, natural de Inhumas (GO), teria passado mal durante a travessia há alguns dias e morreu.

As informações mencionam que Ricardo, que era mecânico no Brasil, estava seguindo para os Estados Unidos em companhia da esposa, Poliana Evangelista, para tentar uma vida melhor nos Estados Unidos e ajudar a sua família no Brasil.

Segundo a irmã, a família tenta descobrir o que realmente aconteceu com o brasileiro, pois a informação é de que ele não sobreviveu, mas sem muitos detalhes.

A família tenta agora juntar $12 mil dólares para realizar o traslado do corpo para o Brasil por meio da campanha online opadref.com/vaquinhas/ricardo-evangelista-dos-santos/

De acordo com o Consulado Geral do Brasil em Miami, não há previsão orçamentária legal para a União arcar com os custos relativos a traslado de corpos ou traslado de cinzas do exterior para o Brasil. Segundo o órgão, tais despesas, assim como a de sepultamento local, devem correr por conta da família do falecido ou de terceiros.

Sexta vítima em 2017

Com a morte de Ricardo, sobe para seis o número de brasileiros que morreram durante ou após a travessia pela fronteira México \ EUA somente neste ano. Apesar do perigo e da dificuldade da travessia, muitos imigrantes ainda se arriscam.

No início de agosto, o jovem Maycon Douglas Andrade Fernandes, de 24 anos, do interior de Minas Gerais, perdeu a vida logo após atravessar para o lado texano.

No início de maio, Fabrício da Silva Santos, de 31 anos, foi encontrado morto ainda no México. Ainda em maio, no final do mês morreu Sidney da Silva, mineiro também de Conselheiro Pena, encontrado morto na fronteira. E em junho, o mineiro Lucas Batista Barros, 30 anos, natural de Teófilo Otoni (MG),morreu próximo ao Rio Bravo, em Nuevo Laredo, no México.

Em março, o brasileiro Júlio Barcellos, 35 anos, de Rondônia, foi encontrado morto semanas após tentar atravessar o Rio Grande, na cidade de Nuevo Laredo, no México.

Aumento de mortes em 2017

De acordo com dados da Organização Internacional de Migrações (OIM) divulgados no início de agosto, houve um aumento no número de mortes na fronteira entre o México e EUA nos primeiros seis meses deste ano.

Até a publicação dos dados, de janeiro a julho de 2017, 232 imigrantes morreram na tentativa de realizar a travessia. O número é 17% superior ao que foi registrado em 2016. Desde 2014, o levantamento estima que 1,2 mil imigrantes morreram tentando viver o “sonho americano”.

Julho foi o mês em que houve mais mortes – 50 – próximas à fronteira. Nove deles, por exemplo, foram encontrados ao longo do Rio Grande.

O aumento no número de mortes surge no momento em que há uma queda no fluxo migratório, fato que preocupa a OMI. Entre janeiro e junho, o total de pessoas detidas cruzando a fronteira foi de 140 mil, metade do que foi registrado em 2016.

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