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Brasileiro de 51 anos lidera ranking mundial de Double Iron

Para quem acha que vive sempre no limite do que se propôs a fazer na vida, o triatleta Sérgio Cordeiro faz questão de mostrar que sempre é possível tentar algo mais. O atleta de 51 anos, que já era corredor, sentiu que poderia fazer mais do que competir na pista e foi se aventurar na natação e no ciclismo. Após se recuperar de um acidente com linha de pipa que o deixou com algumas seqüelas, ele voltou a competir, superou os problemas e lidera o circuito mundial de Double Iron Triathlon, que corresponde ao dobro do Ironman, ou seja, 7,6km de natação, 360km de ciclismo e 84km de corrida.

Logo no retorno ao circuito, no mês de abril, Sérgio competiu em Quito, no Equador, a 2.350m de altitude. Ele nadou, pedalou e correu sob frio de oito graus, terminando a competição em primeiro, com um tempo de 25h11m, superando em quase quatro horas a marca do campeão em 2004.

– Em Quito foi legal porque eu estava parado há muito tempo. Tive um acidente com linha de pipa treinando e machuquei meu nariz. Cheguei em Quito querendo apenas terminar bem e ganhei – conta ele, satisfeito com o próprio resultado.

Já foram disputadas quatro etapas do circuito mundial de Double Iron, de um total de sete. O brasileiro lidera o ranking (250 pontos), seguido de perto pelos franceses Guy Rossi (226) e Christophe Llamas (145). Essa é a primeira vez que um atleta sul-americano domina a competição, sempre vencida por europeus. Nos dias 27 e 28 de agosto, Sérgio Cordeiro estará na Lituânia para a 5ª etapa. Entre os dias 7 e 9 de outubro, será disputada a etapa de Virginia Beach, nos EUA. Os atletas ainda terão que chegar inteiros para a última fase da competição, no México, onde será disputado o Quíntuplo Ironman, com 19km de natação, 900km de ciclismo e 210km de corrida.

Uma vida dedicada ao esporte

Com um excelente potencial para a corrida e uma força de vontade incalculável para conseguir novas vitórias, o que era apenas um hobby logo virou profissão.

– Eu participei do Ironmen do Havaí em 1992, e lá descobri o Ultramen. Treinei dois anos e voltei. Fiquei em segundo e quase ganhei a competição. Era uma prova grande, de visibilidade internacional, e ali o triatlo se tornou uma profissão para mim – conta ele.

Junto com o profissionalismo, chegaram a pressão pelos resultados e o ritmo intenso de treinamento em busca de uma melhor forma para conseguir alcançar o primeiro lugar no esporte. Sérgio tem uma dura rotina de treinos e algumas regras que são seguidas à risca.

– O ritmo é de 24 horas. Normalmente fico 10 horas diárias treinando. Chego a correr 200km, pedalo 900km e nado cerca de 35km por semana. Tem alguns dias que os treinos começam às 7h da manhã e terminam às 9h da noite – revela o atleta.

Aposentadoria está fora dos planos

Já acostumado a superar desafios e romper com os limites do corpo de uma pessoa comum, o atleta conta que não pensa em parar de competir e sonha até em romper a barreira dos 60 anos ainda na ativa.

– Enquanto eu tiver força e alguém que apóie a minha filosofia, vou estar competindo. Meu adversário direto no circuito tem 56 anos. Se ele consegue, eu também posso. Se eu não sinto a idade que eu tenho, não sobra tempo para pensar nisso porque fico treinando durante 24 horas – conta o super-atleta.

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Gazeta Admininstrator
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