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Brasileiras trabalham na reconstrução de Nova Orleans

Três brasileiras que moram em Nova Orleans trabalham no restaurante dos militares e outros profissionais do governo americano envolvidos na reconstrução da cidade.
“É muito trabalho, mas é gratificante saber que estou fazendo alguma coisa pela minha cidade. É um pouquinho, mas é importante. Eu amo Nova Orleans e quero que volte a ser o que era”, diz Milena Rosa, que mora na cidade há quatro anos e antes do furacão trabalhava como garçonete no Bairro Francês, a área turística da cidade.

Junto com Rosa Dirce Litteral e Sandra Blyston, ela serve café da manhã, almoço e jantar para 700 pessoas todos os dias. “Temos que começar às 4 da manhã”, conta Milena.

A comida feita na hora substitui as refeições prontas fornecidas aos militares nos primeiros dias.

Morando com os amigos

As três estão vivendo temporariamente com amigos que moram nos arredores de Nova Orleans, onde já tem água encanada e energia elétrica e não chegou a inundar.

Milena deixou a cidade antes do furacão Katrina, e voltou duas semanas depois. Dirce foi para o Alabama, e encontrou a parte térrea da casa inundada quando voltou.

“Sorte que na parte de cima, onde estão os quartos e as coisas pessoais, não entrou água”. Na sala, a água já secou, mas ficou a lama.

Sandra ficou na cidade e apesar de morar em Nova Orleans há dez anos e já ter vivenciado vários furacões, diz que a experiência com o Katrina foi assustadora. “É uma chuva e um vento muito forte, que não acabam. Só aumenta e aumenta também o desespero”, contou.

Quando passou, ela disse que pegou o carro com outros amigos para ver o que tinha acontecido. “Vi muita tristeza, muitas casas inundadas, a água dos córregos tomou conta das ruas”.

Sandra ficou sem energia elétrica e sem água encanada durante três dias.

O trabalho delas no restaurante não tem data para acabar. As equipes devem ficar na cidade por vários meses, para reconstruir não apenas a infra-estrutura de água, luz e telefone, mas também recuperar as casas que foram inundadas.

Com a cidade toda fechada, conseguem fazer muito pouco além de trabalhar. “Na minha área só tem um restaurante aberto. Os supermercados estão abrindo aos poucos”, diz Milena.

“Gasolina também está difícil de encontrar. Muitos postos ainda estão fechados”, conta Sandra. “No momento estamos trabalhando bastante mas não temos onde gastar”, diz ela.

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Gazeta Admininstrator
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