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Brasileira se defende de acusação de contrabando de imigrantes

Anna Cecília: “Mas não sou cabeça de nada”

Em entrevista ao jornal Gazeta News, a brasileira Anna Cecília Goncalves, 39 anos, se defendeu das acusações de contrabando de imigrantes. Ela afirmou que não tem participação ativa no esquema de tráfico de imigrantes e que somente “quis ajudar” a uma pessoa que lhe solicitou auxílio.

Segundo Anna, foi a primeira vez que ela fez algo parecido e que o relatório policial não foi acurado quanto ao que realmente aconteceu. “Eu não receberia US$ 3,000 a US$ 4,000 por pessoa. Seria US$ 3,000 a US$ 4,000 pela transação toda. E só fiz porque estava precisando muito de dinheiro mas me arrependo amargamente”, destacou Aninha, como é conhecida na comunidade.

“Mas não sou cabeça de nada. Apenas fui contatada por uma pessoa, recomendada por um conhecido, para intermediar o recebimento e pagamento. Só isso”, afirma a brasileira, que deve contratar um advogado para continuar sua defesa no processo. Ela foi defendida pela defensoria pública. A família da brasileira disponibilizou à justiça um imóvel, que está no nome da mãe, como garantia pela fiança, estabelecida em US$ 100,000, o que permitiu que ela fosse liberada.

Anna e os outros dois brasileiros detidos na operação, Luciano Rodrigues Pereira, 37 e Eduardo Gomes, 47, terão nova audiência no dia 16 de outubro. Ela e Luciano respondem em liberdade. Anna está sob monitoramento eletrônico e não tem autorização para sair da Flórida, com exceções. Luciano estava no local para receber parentes que vinham no barco, e Eduardo somente tinha acompanhado Anna. “Realmente o Dudu foi só me acompanhar, porque eu estava insegura de ir sozinha. Mas ele sabia o que a gente ia fazer lá”, conta Anna.

Entenda o caso

Os três brasileiros foram detidos no dia 30, sob acusação de associação ao contrabando de imigrantes. A prisão aconteceu no estacionamento de um hotel, em Miami, quando esperavam a chegada de imigrantes que seriam trazidos ilegalmente pelas Bahamas. Segundo o boletim de ocorrência, Anna Cecília conduzia as negociações em parceria com um “negociador” do Brasil.

O telefone da brasileira foi monitorado durante cinco dias e toda a negociação foi feita com um agente do Department of Homeland Security (DHS), disfarçado, que se fazia passar por um intermediador da contratação do capitão de barco.

Ainda de acordo com os relatos policiais, Eduardo Gomes somente teria acompanhado Anna Cecília, a convite dela, para ajudar na finalização da transação. E Luciano, o terceiro detido, estava no local para receber um irmão e um sobrinho, que seriam “atravessados” na operação.

Saiba mais detalhes sobre o caso na reportagem publicada com pelo Gazeta News, na quinta-feira:EXCLUSIVO: Brasileiros acusados de contrabando de imigrante negociaram com agente “undercover” do DHS.

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