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Brasileira relata pânico em terremoto no México

A gaúcha Karina Belloli relatou o pânico e pessoas correndo durante o terremoto. Foto: arquivo pessoal.

*Atualizada em 19 de setembro às 7:40pm.

Um forte terremoto atingiu o México nesta terça-feira, 19, matando mais de 1oo pessoas e levando milhares para as ruas em pânico. O tremor destruiu prédios, abalou estruturas de casas e há escombros de desabamento e pessoas feridas. O aeroporto da capital mexicana suspendeu as atividades aéreas após o tremor.

A modelo gaúcha Karina Belloli, de 26 anos, mora há cinco na capital, Cidade do México, onde dezenas de pessoas morreram, segundo a mídia local, e relatou ao GAZETA o pânico e o medo de morrer.

“Foi horrível! Tudo se mexia, a gente não conseguia caminhar ou correr de tanto que o chão trepidava. Eu estava voltando do mercado indo para o estacionamento quando tudo começou a tremer, ficou difícil pra caminhar ou correr. Estava com uma amiga e nos demos conta de que era um terremoto, a luz do shopping acabou e fomos para perto de uma grande coluna no shopping onde havia outras pessoas”, relata.

Karina disse que só conseguiu voltar para casa depois que passou o tremor e mesmo assim teve que seguir à pé porque não a deixaram pegar o carro. “No caminho tinha muitos prédios caídos, o chão estava repleto de cacos de vidro. Muita ambulância e polícia nas ruas. Estamos sem luz em casa e provavelmente ficaremos sem luz até amanhã”, declarou.

Simulação

Segundo a brasileira, hoje, às 11 da manhã, as autoridades tinham feito uma simulação tocando o alarme de abalo sísmico. “Depois de umas duas horas veio esse de verdade. Foi horrível!”, afirmou transtornada. Dentro do apartamento, Karina conta que objetos foram parar no chão, gavetas e portas abertas, espelho quebrado.

Mais de 100 mortes

O México sofreu um outro terromoto há menos de duas semanas. Foto: Claudia Daut/Reuters.

Segundo o governo do México, até o momento 119 pessoas morreram e o número ainda é incerto devido a extensão dos danos e escombros. Duas mortes foram relatadas no estado de Puebla e dois na capital, Cidade do México.

O tremor sentido na Cidade do México, de magnitude de 7,1 na escala Richter, com epicentro a 12 quilômetros a sudeste de Axochiapan, no estado de Morelos, com 57 km de profundidade. Há relatos de outro tremor sentido a 7 quilômetros a noroeste da cidade de Chiautla de Tapia, estado de Puebla, a uma profundidade de 51 km, de intensidade 6,8 na escala, segundo o Serviço Simológico Nacional mexicano.

Um dos tremores foi sentido em Oaxacla, uma das zonas mais afetadas por um outro terremoto magnitude 8,2 que atingiu o país no dia 7 de setembro e deixou mais de 90 mortos e 200 feridos.
Nesta terça o país relembra o 32º aniversário do violento terremoto que arrasou o México em 1985, com milhares de mortos. As autoridades mexicanas realizaram nesta terça-feira uma grande simulação de terremoto no país inteiro, uma ação realizada anualmente na data.

A gaúcha registrou o momento de pavor após o terremoto

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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