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Brasileira que perdeu braço e perna em acidente processa metrô de NY

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Luísa Harger teve o braço e perna amputados pelo acidente. Foto: Facebook.

A estudante brasileira de Arquitetura, Luísa Harger, de 21 anos, que teve o braço e a perna esquerdos amputados por um trem do metrô no Brooklyn (NY), em agosto do ano passado, entrou com processo judicial na semana passada contra a Metropolitan Transportation Authority (MTA) – empresa responsável pelo transporte subterrâneo na cidade.

A jovem apresentou a ação por negligência, pela empresa não instalar barreiras de segurança nas estações, o que evitaria os acidentes. “As autoridades sabem que nos últimos 15 anos até 750 pessoas morreram nos trilhos e mais de 1 mil sofreram ferimentos catastróficos e ainda assim “elas têm ignorado a segurança”, disse em depoimento ao NY Post.

Para Harger, as companhias New York City Transit e a MTA devem “se responsabilizar pelo rastro horrível de cadáveres e vidas arruinadas por não estarem dispostas a instalar barreiras e outras estruturas de segurança nas plataformas do metrô”, comentou.

Aproximadamente, 50 pessoas morrem por ano atropeladas pelos trens. Entretanto, o sistema é tão amplo que custaria $ 1 bilhão de dólares para instalar barreiras, segundo cálculos realizados em 2013. Tais barreiras já existem nas paradas do Airtrain, a linha que liga o Aeroporto JFK à estação de metrô de Jamaica, e ninguém se feriu nela, alega Luísa, uma ex-modelo que amarra lenços coloridos no que sobrou em seu braço esquerdo. A jovem passou 24 dias no Hospital Bellevue e foi submetida a várias cirurgias, após o horrível acidente em agosto de 2016.

O acidente

A brasileira, que mora em São Paulo, visitava o namorado, George, quando esperavam o trem na plataforma da estação Atlantic Avenue, às 7 horas da noite, e Luísa desmaiou, segundo documentos apresentados na Corte. No mesmo momento, um trem B no sentido norte entrou na estação, atingindo a jovem e cortando os membros, detalhou na ação judicial.

Ela agora está se ajustando à perna artificial enquanto espera um braço também artificial, além de lutar em defesa dos alunos com necessidades especiais na universidade no Brasil. Na ação judicial, ela acusa as autoridades de saberem com “certeza moral que pessoas inocentes poderiam cair nos trilhos, caso não sejam instalados equipamentos de segurança na beirada das plataformas. As autoridades de transporte também falharam em realizar estudos “adequados” sobre o risco e forneceram dados ´enganosos´”, alega.

Segurança

A discussão sobre barreiras para aumentar a segurança nas plataformas em Nova York voltou à tona em 2016, depois que uma mulher moradora em Queens foi empurrada para a morte em frente ao trem 1 na Times Square por alguém com problemas mentais. Em maio, o Conselho do MTA voltou a favor de testar a tecnologia que alertaria os condutores se algo ou alguém estivesse nos trilhos. As barreiras nas plataformas são usadas em sistemas de metrô espalhados pelo mundo, incluindo Shanghai, Japão, Dubai e Paris.

Com informações do NY Post.

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