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Brasileira ganha indenização milionária por morte do pai em Broward

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Processo foi conduzido pelo escritório Wites & Kapetan, que conseguiu o pagamento de 15 milhões de dólares em favor de uma criança brasileira de 5 anos de idade, que perdeu o pai em um acidente

Um júri do Condado de Broward concedeu US$ 15,3 milhões de indenização para uma brasileira pela morte injusta do seu pai, que faleceu ao ser prensado sob uma caçamba no pátio de uma concessionária de caminhões, em Fort Lauderdale.

O júri decidiu que 70% dos danos foram causados pela empresa Rechtien International Trucks e 30% pelo falecido. O julgamento final concedeu US$ 10,8 milhões a sua única herdeira, de 5 anos, cujo nome não foi divulgado a pedido da família.

A menina, agora com 5 anos, tinha apenas 20 meses quando seu pai foi morto, de acordo com o advogado da família, Marc Wites (escritório de advocacia Wites & Kapetan) e Harry Shevin ( Shevin Law Firm).

O acidente

O brasileiro era paisagista e foi à concessionária de vendas, aluguel e peças da Rechtien para comprar uma peça de caminhão. Um empregado da loja o instruiu a procurar no pátio da concessionaria um caminhão similar e que tivesse a peça necessária, de acordo com os advogados Wites e Shevin.

Uma vez no pátio, a vítima encontrou um caminhão similar ao que ele tinha, abriu a porta que estava destrancada e pressionou o dispositivo para levantar a caçamba do caminhão, para que ele pudesse tirar uma foto da peça similar a que ele procurava. O que ele não sabia era que a peça que sustentava a caçamba do caminhão estava quebrada. A caçamba caiu enquanto ele estava com a cabeça abaixada para fotografar a peça, vindo a prensar seu pescoço.

No julgamento que durou quatro dias, perante o Juiz Michael Robinson, do Condado de Broward, a defesa da concessionária alegou que o brasileiro invadiu a propriedade, mas o argumento não foi aceito pelo júri, que decidiu em favor da vítima.

Na época do acidente, o brasileiro tinha uma noiva (identidade também mantida em sigilo) que estava com ele no momento do acidente. Por não ser oficialmente casada com o paisagista, ela não teve direito a nenhuma reivindicação. Toda a indenização fica com a filha do casal, que é a única herdeira.

“Harry e eu estamos muito orgulhosos deste veredito a favor desta família”, disse Wites.

Shevin and Wites eram colegas de classe de direito, na Universidade da Flórida, e essa foi a primeira vez que defenderam um caso juntos.

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