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Brasileira é detida ao retornar de passeio no México e pode ser deportada

Fronteira entre EUa e México no Arizona. Foto: ICE.

A estudante paulista Roberta Guimarães Antunes, de 35 anos, foi detida na fronteira do México com os Estados Unidos quando retornava de um passeio pelo feriado de Thanksgiving com o namorado, que é americano, a uma cidade mexicana, e desde então teve o visto cancelado e aguarda o processo que pode terminar em sua deportação para o Brasil já na próxima semana.

De acordo com informações dadas por sua irmã, Caroline Guimarães, que mora junto com a estudante em San Diego (CA), ao jornal Estadão, Antunes foi transferida e está atualmente no Northwest Detention Center, um centro de detenção de imigração na região de Tacoma, em Washington, onde aguarda há mais de um mês o desenrolar da situação.

Antunes mora e estuda nos EUA há dois anos. Ela cursa inglês na San Diego University for Integrative Studies e está com os documentos todos em ordem , inclusive o visto de estudante. “Nenhum oficial fala o motivo da prisão. Eu converso com ela regularmente, mas não queríamos que isso estivesse acontecendo”, desabafou Caroline.

A irmã da estudante disse ainda que ela estava o tempo todo acompanhada do namorado, que é americano e já morou e trabalhou no México. “Ele ainda tem amigos lá. Era feriado de Thanksgiving e, como de costume, decidiram ir para Ensenada, uma cidade que fica no noroeste do México”, relatou Caroline.

“Como ela estava com a documentação em ordem não conseguimos entender o motivo da detenção. O cancelamento do visto também é um mistério”, declarou Washington Antunes, pai de Roberta, ao jornal Estadão.

Segundo Caroline, o namorado está ajudando e contratou advogada, mas a família, que mora em São Paulo, está muito angustiada e revoltada com toda a situação. Segundo a irmã, Roberta disse que foi obrigada a assinar documento garantindo que durante cinco anos não pedirá visto para voltar aos Estados Unidos. “Ela foi forçada a assinar. E ainda tiraram o direito dela de ir a corte e falar com um juiz”, destacou a irmã.

A decisão de deportação está marcada para a próxima terça-feira, 16, porém, a a advogada, Shannon Englert, que acompanha o processo, tenta a todo custo que as autoridades revejam a decisão, uma vez que a estudante está legalmente no país e afirma que os direitos da brasileira foram gravemente violados.

A família informou que procurou o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, mas não conseguiu obter informações sobre o motivo da prisão da filha. O Itamaraty se manifestou e disse que está acompanhando o caso e mantém contato com a família, mas não pode se pronunciar por sigilo da investigação.

Ao Gazeta News, a irmã Caroline Guimarães confirmou a falta de informações sobre a detenção da irmã e que a família está confiante em poder provar que ela está com todos os documentos em ordem. “Eles deram uma ordem de remoção para a próxima terça-feira, 16, e isso não dá o direito de ela comparecer à corte antes da remoção. Mas como eles (imigração) não responderam ao argumento da advogada, acredito que não acontecerá agora”, declarou.

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