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Brasil x EUA x Colômbia: Guerra pela Copa 2014

Desde quando a FIFA admitiu, através de algumas reservadas declarações do quase sempre antipático Presidente Josep Blatter, de que o Brasil seria o “candidato natural” a sediar a Copa de 2014, imediatamente seguiu-se uma euforia comandada pela CBF, dando cnta de que seríamos “candiato único com total e irrestrito apoio das Confederações Sul Americana e do Caribe-América do Norte”.
O delírio durou apenas alguns meses, até que a Colômbia jogou vatapá no ventilador e ameaçou estragar o sonho futebol;istico de nós, brasileiro, amantes do esporte que nos fez penta-campeões.
Os colombianos, na verdade, até hoje se ressentem de terem “perdido” a cance de sediar a Copa de 1986. Naquelo ano o Mundial de Futebol teve que ser “transferido” para o México, em cima da hora, por conta das guerrilhas que assolavam o território colombiano e ameaçavam a segurança do maior evento esportivo do planeta.
A “candidatura” da Colômbia em oposição ao Brasil, incomodou bastante, não fez tanto barulho, porque apesar de todos os problemas que o Brasil tem, nosso “pedigree” no futebol é infinitamente superior e nossa credibilidade na organização de eventos ainda é superior à dos amigos colombianos.
Acontece que um fato novo apareceu semanas atrás e que, aí sim, é motivo de sérias dores de cabeça para quem sonha em rever a Copa do Mundo mais uma vez ser realizada no solo mais do que natural: o Brasil penta-campeão, a “pátria de chuteiras”.
Esse fato novo é a anunciada intenção dos Estados Unidos em se candidatar à realização do evento.
Como a FIFA já definiu que a Copa de 2014 será na América, não poderia haver oposição mais incoveniente às intenções do Brasil do que uma eventual candidatura dos norte-americanos.
Isso porque, os argumentos de que somos os únicos penta-campeões e fizemos apenas uma Copa, há 57anos atrás ( em 2014 seriam 64 anos ) não valem praticamente nada.
Contra a tradição brasileira, voa soberano o poder econômico dos Estados Unidos.
Contra o histórico de nossa participação, se impõe uma infra-estrutura já existente.
Ao contrário de 1994, quando os Estados Unidos sediaram a Copa – e o fizeram muito bem – o futebol era um esporte amplamente rejeitado pela população norte-americana. Um longo e cuidadoso trabalho foi feito. Em 12 anos a seleção dos Estados Unidos saiu do limbo para estar rankeada de forma surpreendente pela FIFA. O fracassou na Copa de 2006 não mudou o fato de que, hoje em dia, o futebol nos Estados Unidos existe. O Campeonato da Liga MLS tem maior média de público que o Campeonato Brasileiro. As Copas de 1998, 2002 e 2006 foram transmitidas ao vivo pela poderosa ABC e as audiências em 2006 bateram todos os récordes.
O investimento da FIFA no crescimento do futebol nos Estados Unidos é um interesse que nem Blatter nem ninguém esconde.
A FIFA quer o futebol crescendo onde ele pode crescer: Ásia (Copa de 2002 Coréia-Japão), África (Copa de 2010 na África do Sul) e América do Norte (Copa de 2014 nos Estados Unidos?).
Que ninguém se surpreenda se mais uma vez a candidatura brasileira naufragar. Foi assim em inúmeras oportunidades anteriores.
Por isso uma boa performance organizacional dos Jogos Panamericanos do Rio é mais do que fundamental.
Justamente por ser no Rio, a cidade mais famosa do país e praguejada por décadas de incontrolada violência civil, o Pan tem o perfil mais-que-perfeito para ser tomado como referência da capacidade em realizarmos uma Copa do Mundo.
Derrotar a Colômbia será relativamente fácil.
Derrotr os Estados Unidos será muito difícil.
E nessa guerra do futebol de gabinete, os norte-americanos podem vir a ter mais “craques” e mais “cartolas” do que nós.
Vamos fazer um serviço bonito e eficiente no Pan, para que a “cara” do Brasil-Candidato à Copa 214, fique bem mais bonita e acreditável.
O apaixonado torcedor brasileiro (como eu) merece a Copa de 2014 no nosso país!

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Gazeta Admininstrator
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