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Brasil tem segundo maior custo de vida da América do Sul.

O Brasil tem o segundo maior custo de vida da América do Sul, atrás apenas do Chile, e é o sexto colocado no ranking de consumo domiciliar por pessoa, sendo ultrapassado por Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Peru. A conclusão é do Programa de Comparação Internacional da América do Sul, pesquisa do Banco Mundial que comparou o nível de preços e o poder de compra em 10 países do continente.

Os resultados foram apresentados hoje (28), no Rio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, a Bolívia é o país com menor consumo por pessoa. Argentina, Paraguai e Bolívia aparecem como as nações com menor custo de vida.

O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, explicou que o processo de controle da inflação, impediu que o Brasil fosse o país mais caro nesta comparação, mas ressaltou que a estabilização se deu em um patamar de preços elevados. “Ainda estamos numa fase de acomodação após um processo violentíssimo de inflação, que é medida através da variação de preços. O que a pesquisa revela é que o nível de preços se estabilizou, mas não caiu. A inflação está sob controle, mas não tivemos deflação”, disse ele.

Em 1996, a pesquisa mostrou que o país estava em quinto lugar em relação ao consumo e em quarto na comparação de nível de preços.

De acordo com Nunes, outro fator que contribui para o resultado é a concentração de renda no Brasil. “O consumo ocorre em função da renda. Como temos no Brasil um padrão muito mais concentrado do que o verificado no Chile, Argentina e Uruguai, por exemplo, significa que uma parcela da população tem seu consumo reduzido porque a renda não é distribuída e porque os preços praticados no país ainda são mais elevados do que nos demais países”, afirmou.

Nunes destacou que o poder de compra na Argentina, líder do ranking de consumo doméstico por pessoa, é maior por causa da melhor distribuição de renda, combinada com um nível inferior de preços, que caíram por conta da depressão econômica. “O argentino tem poder de compra maior que o brasileiro. Na Argentina, o cidadão médio consegue comprar uma quantidade de produtos maior do que compraria no Brasil”, acrescentou.

No caso da Venezuela, que aparece na quarta posição em termos de consumo, Nunes disse que os preços relativos são bastante favoráveis. “Com o que uma pessoa paga no Brasil por um litro de gasolina, na Venezuela é possível encher o tanque. Conseqüentemente, o poder aquisitivo lá é maior que no Brasil “, afirmou. De acordo com Nunes, a valorização da moeda venezuelana como produto da receita abundante com a venda do petróleo amplia a capacidade de consumo no país.

“Com a moeda mais forte, se os preços internos não sobem, cada venezuelano pode comprar mais, não porque esteja ganhando mais, mas porque os preços dos produtos que vai adquirir vão ser menores, principalmente os derivados de petróleo”, explicou. O quinto lugar peruano, uma posição à frente do Brasil, também pode ser atribuído ao reduzido nível de preços naquele país.

A pesquisa do Banco Mundial, em parceria com institutos de pesquisa dos países analisados, revela também que no Brasil são comparativamente caros itens como eletrodomésticos, produtos farmacêuticos e livros.

Nunes observou que seria surpreendente se o café fosse mais caro por aqui. Segundo ele, os demais produtos, como veículos automotores e a maioria dos eletrodomésticos são influenciados pela questão da escala. “A escala para produzir um automóvel é a mesma no mundo inteiro, mas é preciso haver capacidade de vender em cada mercado.

Como a distribuição de renda mostra que boa parte da produção não é absorvida por falta de renda, o custo de produção torna-se mais elevado”, concluiu.

Agência Brasil

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