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Brasil e EUA testam vacina que pode prevenir o zika na gravidez

Não houve alteração no sistema nervoso dos camundongos com a vacina. Imagem: Pixabay.

A vacina contra o vírus da Zika, desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, em parceria com universidades americanas, apresentou resultado positivo e foi capaz de proteger o sistema nervoso central de alterações que causam a microcefalia. Os testes foram realizados em camundongos e macacos e devem ser feitos em humanos a partir de 2019, segundo dados divulgados na última sexta-feira, 22, pela revistaNature Communications.

Parceria Brasil e EUA

A parceria para essa pesquisa foi firmada em fevereiro de 2016 a partir de acordo internacional visando o desenvolvimento de vacina contra o vírus zika. O Ministério da Saúde vai destinar um total de R$ 7 milhões até 2021 para o desenvolvimento e produção da vacina.

O estudo desenvolvido pelo Instituto no Brasil é um dos mais avançados para a oferta de uma futura vacina contra a doença capaz de proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus e os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente nos Estados Unidos, no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington.

A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio de seus filhotes.

Nos testes, a vacina impediu que o vírus cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos.

Segundo o Instituto Brasileiro, (IEC), do grupo controle que não tomou a vacina, as fêmeas de camundongos tiveram aborto por conta da transmissão do vírus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras alterações neurológicas.

Esterilidade

Além dos testes em fêmeas, foram realizados testes em camundongos machos. Um dos achados científicos inéditos é que o vírus Zika pode ser capaz de causar esterilidade. A infecção nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade e o tamanho dos testículos.

No entanto, não é possível afirmar que esse efeito também se aplique aos seres humanos.

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