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Boxe brasileiro evolui com ‘ginga’ cubana

Nobre arte para uns, brutalidade para outros. O boxe pode não ser uma das modalidades esportivas mais tradicionais do Brasil, mas, sem dúvida, é praticamente garantia de medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Desde o surgimento da competição, em 1951, pelo menos um boxeador brasileiro sobe ao pódio a cada quatro anos. Das 765 medalhas conquistadas pelo Brasil até hoje, nada menos que 88 (cerca de 11% do total) foram para o boxe.

Sem a pretensão de se comparar a Cuba, maior potência da modalidade no mundo, a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) foi buscar justamente a ajuda dos “irmãos caribenhos” para alavancar de vez o esporte no país. Nos Jogos de Santo Domingo, em 2003, Cuba conquistou 10 das 11 medalhas possíveis no boxe, sendo seis de ouro, três de prata e uma de bronze.

– Estamos trabalhando a evolução do boxe brasileiro já há algum tempo. Montamos um centro de treinamento para a equipe olímpica permanente e oferecemos toda a estrutura para o desenvolvimento dos atletas – diz o vice-presidente da Confederação, Daniel Bergher Fucs. – Além disso, temos dois cubanos na comissão técnica. O coordenador Otílio Olivé Toledo e o treinador Francisco Garcia Alvarez, que é um dos mais respeitados do país – completa.

Atletas recebem R$ 2 mil de ajuda de custo

Graças à Lei Agnelo-Piva, atualmente 2% da arrecadação das loterias são destinados ao esporte olímpico. Em 2005, a CBBoxe recebeu cerca de R$ 1 milhão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e investiu 90% deste valor diretamente na preparação dos boxeadores. No Centro de Treinamento, montado em Santo André (SP), os 20 atletas da equipe têm moradia, alimentação, assistência médica e odontológica, além de contar com uma equipe de treinadores, preparadores-físicos, nutricionistas e psicólogos.

– Eles também recebem uma ajuda de custo que pode chegar a R$ 2 mil. A única contrapartida exigida é seriedade e dedicação nos treinos – declara Fucs. – O coordenador (Olivé) tem todo um trabalho de análise de biótipo, através de sua formação na faculdade. Enfim, estamos fazendo todo o possível para chegar em 2007 com nossa equipe ainda mais forte – afirma.

Torneio no exterior já mostrou evolução

O melhor desempenho do Brasil nos Jogos Pan-Americanos aconteceu em 1963, em São Paulo, quando o país conquistou nove medalhas (três de ouro, cinco de prata e uma de bronze). De lá para cá, o Brasil nunca mais conquistou uma medalha de ouro.

– Os Jogos Pan-Americanos são a competição mais importante da América Latina e, por isso mesmo, a mais difícil. Não temos todas as forças do esporte, e países tradicionais como Cuba, Estados Unidos, México, Canadá e Porto Rico são sempre uma pedra no caminho – ressalta Fucs.

A evolução, porém, já pode ser notada nos últimos resultados conquistados pelo Brasil. Em junho, a equipe olímpica disputou dois torneios; um na Venezuela e outro em Porto Rico, terminando na segunda colocação geral em ambas as competições.

– Conquistamos medalhas de ouro nos dois torneios. Isso já faz parte da preparação da equipe visando à 2007 – garante o dirigente. – Em Porto Rico, teoricamente, deveríamos ter ficado em terceiro no geral, atrás dos Estados Unidos e dos donos da casa, mas mostramos muita evolução e conquistamos sete medalhas, sendo três de ouro. Foi um dos melhores resultados do Brasil em competições no exterior – finaliza, entusiasmado, o dirigente.

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Gazeta Admininstrator
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