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Bombeiros resgatam terceiro corpo de vítima de desabamento em obra do metrô de SP

Equipes do Corpo de Bombeiros resgataram no começo da manhã desta quarta-feira o terceiro corpo de vítima do desmoronamento no canteiro de obras da estação Pinheiros do metrô, na zona oeste de São Paulo.

Há suspeitas de que o corpo seja do motorista de caminhão Francisco Sabino Torres, que trabalhava para o Consórcio Via Amarela –responsável pelas obras. Por volta das 8h20, o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, afirmou à reportagem que ainda não era possível afirmar a identidade da vítima, pois os exames ainda não foram concluídos.

Os outros dois corpos já foram resgatados. A primeira vítima localizada, a aposentada Abigail de Azevedo, 75, foi retirada dos escombros na segunda-feira (15). Na noite de terça, os bombeiros resgataram o corpo da bacharel em direito Valéria Alves Marmit, 37.

As equipes ainda buscam outras quatro pessoas. A cratera deixada pelo desabamento nas obras da linha 4-Amarela, na sexta-feira (12), engoliu veículos e pessoas, isolou ruas e interditou casas.

Buscas

O Corpo de Bombeiros espera encerrar até quinta-feira o resgate de todas as vítimas do desabamento, segundo o capitão Mauro Minoro Takara.

Entre os veículos tragados pelo desabamento está um microônibus. Dentro dele estão o motorista Reinaldo Aparecido Leite, 40, e o cobrador Wescley Adriano da Silva, 22. Seriam passageiros o funcionário público Marcio Rodrigues Alambert, 31, e o office-boy Cícero Augustino da Silva, 58.

O corpo de Marmit foi encontrado na parte traseira do veículo. Foi visualizado na segunda-feira, mas o risco de novos desabamentos impediu o resgate imediato.

O canteiro de obras, que desabou na sexta-feira (12), era usado como acesso de funcionários e equipamentos à obra. Do fosso partem dois túneis. O que desabou havia sido inaugurado há cerca de um ano, segundo informações do governo do Estado. O acidente ampliou o buraco, que passou a ter cerca de 80 metros de diâmetro.

Causas

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológica) foi acionado pelo governo estadual para fazer um laudo sobre as causas do acidente.

No fim de semana, o Consórcio Via Amarela responsabilizou a chuva das últimas semanas pelo desabamento. O consórcio é liderado pela Odebrecht, a maior construtora do país, e integrado também pela OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Na segunda, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), responsabilizou as chuvas e o processo de engenharia pelo acidente.

“Se não tivesse havido um grande volume de chuvas, talvez não teria acontecido. Mas o grande volume de chuvas também é previsível. Qualquer episódio em que há uma tragédia desse tipo há uma responsabilidade do processo, da engenharia desse processo, ou seja, a engenharia em algum momento falhou indiscutivelmente”, disse.

Ele, no entanto, não apontou culpados. “Do ponto de vista da engenharia o que eu posso dizer, sem culpar o consórcio, sem culpar ninguém, é que houve alguma falha. Quem falhou e como falhou só a investigação irá dizer”, afirmou.

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Gazeta Admininstrator
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